Uma saudação ao povo Nordestino que tanto nos orgulha

nordestino

convidando o artista Baiano Robson Lemos para expor seu posicionamento.

Por Adson Fernandes

Diante das demonstrações de preconceito contra os Nordestinos por pessoas insatisfeitas com o resultado das eleições brasileiras e que pregam o separatismo, o jornal A SEMANA se posiciona solidário com todo o povo do Nordeste Brasileiro e concede “Direito de Resposta” convidando o artista Baiano Robson Lemos para expor seu posicionamento.
O Nordeste e o povo Nordestino merecem todo nosso respeito e admiração.

IDEOLOGIA DO PRE-CONCEITO
É muito importante está conectado com a mudança da historia do nosso país. Num momento de democratização e expansão da informação assistimos ao surgimento de diversos movimentos. Com poucas palavras podemos “ clicar “ e ler toda informação que necessitamos… mas como toda informação tem dois lados da moeda e , não temos mais paciência para ler livros, estas informações podem vir destorcidas e corrompidas por movimentos diversos.
Primeiro foi a briga da bancada religiosa política contra os homossexuais, depois veio os evangélicos contra os cultos afros …
Nas eleições estes movimentos tomaram formas ainda maiores. Quem não viu movimentos do tipo: Não vote em Dilma que ela é macumbeira, Aécio é um bêbado drogado, Jean Willys é gay , Marina Silva é evangélica homofóbica, Luciana Genro é uma louca comunista… As pessoas foram construindo suas identidades de forma negativa focalizando no PRE- CONCEITO.
Finalmente, depois de uma luta jamais acontecida na história brasileira na disputa presidencial Dilma ganhou e foi reeleita a presidente da república. Os frutos de todos estes movimentos negativos de PRECONCEITO criou um novo alvo: os nordestinos.
Tanto se falou em corrupção e direitos, mas, criou-se uma ponte entre a fala produzida depois da leitura “ rasa” do Facebook, esta ponte chama-se preconceito. E as brigas foram declaradas, comentários racistas, separatistas, xenofobia… revelando o quanto estamos utilizando a informação de forma imediata, descartável e sem referencias históricas nenhuma.
Quem estudou um pouco sobre o Brasil sabe da escravidão e da luta do povo negro e o quanto que isso ainda hoje dificulta uma inclusão social… sabe da luta dos índios pelas terras e para manter a tradição cultural. Sabe da colonização portuguesa e da divisão sócio- geográfica do país favorecendo muito mais o sul do que o nordeste. Daí quando vejo pessoas reclamando de programas sociais reparando uma injustiça que perdura por séculos, vejo o quanto estas opiniões e movimentos estão sendo imediatistas, sem noção histórica. São egoístas porque não veem o Brasil como um todo, mas beneficiando determinados grupos.
Não preciso citar as contribuições históricas, culturais e inclusive econômicas do nordeste para todo o Brasil porque isso é obvio assim como é obvio que o nosso pais é PLURICULTURAL e para ter unidade socioeconômica é preciso potencializar a população como um todo.
O Brasileiro que vive nos USA ganha como experiência viver em um país de imigrantes, onde encontramos pessoas do mundo inteiro carregando suas crenças , ideologias, comportamentos… congregando numa nação que recebe e respeita estas diferenças. Mas um Brasileiro que se rotula como Americano e cospe no Brasil porque ficou frustrado com o resultado de uma eleição e , pior que isso, apoia movimentos de “ separação do Brasil “. Humildemente eu convido estes a fazerem uma reserva de dólares e ir para uma escola. Se não aprendeu sobre o seu próprio país então aprenda aqui nos USA, pra começar pelo nome: ESTADOS UNIDOS.
Finalizando, gostaria apenas de pedir aos colegas que façam uma reflexão não no que eu disse, mas na sua própria vida. Porque aí talvez você não tenha preconceito. Pense um pouco de onde você veio, pesquise sobre a história do seu país, o que te fez chegar até aqui, o que você pretende para seu futuro e qual tipo de movimento você quer compartilhar. Não compartilhe aquilo que você não pesquisou profundamente. O PRE-CONCEITO, além de ser uma visão superficial e egoísta, detém o seu direito de conhecer e o direito do outro de ser.

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