Uma forma inconsciente de culpar os outros por sua infelicidade

coitadinhoPor Eliana Barbosa

Você já ouviu falar da “síndrome do coitadinho”? Pois é… Quanta gente nesta situação de autopiedade, de negativismo e revolta. O mais lamentável é que o “coitadinho”, em sua posição de vítima do mundo, acaba por se tornar vítima de si mesmo, vítima de sua impaciência e perfeccionismo.

Há pessoas que não conseguem conviver com as próprias limitações e com as incapacidades daqueles que as rodeiam. São cobradoras em excesso, e tendem a culpar o mundo pelos seus fracassos, arrumando pretextos, justificativas para não assumirem o leme de suas próprias vidas. Fazem questão de se autodepreciar diante de outras pessoas – “Eu não faço nada direito…”, “Eu só dou trabalho para vocês…”, “Minha vida está um caos…”, “Ninguém me entende…”, “Eu sou um azarado…”,etc – numa forma inconsciente de culpar os outros por sua infelicidade.

A vítima é aquela pessoa que, por meio de chantagens emocionais bem sutis, coloca todos à sua volta compadecidos de seu sofrimento, buscando consolo e atenção. Ela se compraz tanto com a situação de pesar que, muitas vezes, compete com os outros para ver quem tem mais problemas e desilusões. E, neste processo, naturalmente, a sua vida vai ficando cada vez pior, mais caótica. Como não enxerga seu próprio potencial e vive com revolta, o “coitadinho” desenvolve a inveja dos bem-sucedidos, distanciando-se cada vez mais de suas realizações. Ele se sente incapaz de aceitar mudar e reagir – “Eu nasci assim, vou morrer assim!”.

O mais triste é que o “coitadinho”, com o seu pessimismo, suga tanto as energias de quem lhe dá atenção que, em pouco tempo, acaba sozinho e deprimido, porque é inviável e nada saudável conviver com quem não se valoriza e não assume seus erros, suas escolhas e seus caminhos.

A única forma de a vítima sair do fundo desse poço de emoções doentias é perdoar-se por suas limitações e escolher aprender com as dores e crises, colocando-se no comando de sua existência.

É preciso encontrar um sentido para viver, uma automotivação para mudar e um incentivo, vindo de dentro de si, para ser feliz e proporcionar aos outros uma presença leve, alegre e bem-humorada.
Eliana Barbosa é consultora comportamental, lifecoach, psicoterapeuta, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional e internacional, autora de vários livros no campo do autodesenvolvimento, apresentadora de programas em TV e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais no Brasil e nos Estados Unidos.
Conheça melhor as suas atividades profissionais no site www.elianabarbosa.com.br
Contato: eliana@elianabarbosa.com.br

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