Trump determina que famílias sejam detidas juntas mas prender famílias não é solução

Ao assinar o novo decreto, presidente americano adota tom sentimental e se diz horrorizado pelas imagens de crianças separadas de seus pais.

Milhares de pessoas ocuparam a tarde de Quarta-feira(20), mais uma vez, as escadarias da State House e depois se concentraram na frente do gabinete do governador Charles Baker para exigir que legisladores de Massachusetts não permitam a separação de crianças e medidas que protejam as famílias imigrantes de Massachusetts.

A indignação que tomou conta do país diante da decisão do Procurador Geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, de colocar em prática uma política de tolerância zero, forçou a Casa Branca a anunciar o fim da prática. O Grupo Mulher Brasileira defende, no entanto, não que as crianças sejam presas com seus pais, mas que as famílias sejam libertadas imediatamente e que tenham direito a um processo legal previsto em lei.

Por mais que o governo norte-americano tente criminalizar os imigrantes, as leis não mudaram. Estar indocumentado neste país não é crime. Tentar passar a fronteira para pedir asilo não é crime. Separar mães, pais e seus filhos é crime. É imoral e indigno de qualquer ser humano. Um governo que usa crianças como arma para criar o pânico e dividir pessoas não merece a confiança do seu povo.

O Grupo Mulher Brasileira continua denunciando as ações do governo federal e mantém seu compromisso de apoiar as familiais. Nós queremos que o governo brasileiro informe a situação e localização das crianças brasileiras presas. Nós entendemos que o governo brasileiro não pode interferir na política interna de outro país, mas entendemos também que tem a obrigação de garantir o bem estar dos seus nacionais. Estas crianças estão sendo visitadas?

Quaisquer famílias que estejam nesta situação, por favor, procurem o GMB para que possam trabalhar juntos para uma solução humana.

O Grupo Mulher Brasileira pode ser contactado pelo telefone 617-202-5775 ou pelo email heloisa@verdeamarelo.org ou pelo Facebook: www.facebook.com/BrazilianWomensGroup/.

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