Suspeitos de mandar fuzis para o Brasil são investigados pela polícia americana

Polícia do Rio apreende 60 fuzis no Aeroporto Internacional do Rio

A polícia tem informações sobre a participação no esquema de um despachante aduaneiro que ajudava a liberar a mercadorias”.

A polícia dos Estados Unidos realiza diligências em busca do responsável por enviar 60 fuzis para o Rio de Janeiro, por via aérea, chegando pelo Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, contou o delegado Maurício Mendonça, da Polícia Civil, que participou das investigações.

A Polícia Civil pediu que o armamento seja usado pela própria corporação.  “As informações foram repassadas à polícia americana, que está realizando diligências para capturar os marginais que estão nos Estados Unidos”, explicou o delegado.

Até o momento, a polícia tem informações sobre a participação no esquema de um despachante aduaneiro que ajudava a liberar a mercadoria.
Dando detalhes sobre a investigação, o delegado contou que os policiais não acreditavam que a rota aérea estaria sendo usada para trazer fuzis para o Rio.

“A informação demorou a chegar para nós, levamos um ano e meio nessa investigação. Inicialmente achamos que ele vinha de maneira terrestre. Bem próximo do fim descobrimos que o armamento estava vendo pelo Aeroporto Internacional”, destacou um dos responsáveis pela investigação.

O delegado da Polícia Civil acredita que a descoberta da rota possa alterar a rotina nos aeroportos. “Agora que está comprovado que vem dessa forma, imagino que deva haver uma mudança na rotina. E tudo isso ontem foi comunicado à Polícia Federal e à Receita Federal que contribuíram para que esta apreensão acontecesse. Eu acredito que, a partir de agora, essa fiscalização seja maior”, explicou Maurício Mendonça.

Uma reunião pode alterar a forma como é monitorada as cargas que chegam ao Brasil. Atualmente, o que vale é o sistema por amostragem, que pode ser alterado por um sistema mais rígido.
“Tudo começou porque um dos fuzis apreendidos é o AR-10, que é um fuzil americano, que vem dos Estados Unidos.

Percebemos que este fuzil estava sendo empregado de maneira firme, tanto no tráfico de drogas quanto no roubo de cargas. Percebemos que o Rio de Janeiro poderia estar sendo inundado com este tipo de armamento”, explicou o policial.

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