Prefeito pede US$ 875 mil para reparos após festa brasileira

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Mayor Daniel Rivera cidade de Lawrece, MA

Créditos: Publicado por Leonardo Ferreira – brazilian Voice 

Daniel Rivera alegou junto ao Conselho Municipal que o gramado e a pista de atletismo deverão ser substituídos devido aos cacos de vidro enterrados no solo.

Na terça-feira (4), Daniel Rivera, prefeito de Lawrence (MA), pediu emprestado ao Conselho Municipal a verba de US$ 875 para trocar o gramado e pista de atletismo do estádio Veterans Memorial. Ele alegou que ambos sofreram dano total depois da realização de uma festa brasileira no local durante o último fim de semana. O evento reuniu cerca de 8 mil pessoas na noite de domingo (2). As informações são do jornal Eagle Tribune.

Daniel detalhou que o pior prejuízo foram os cacos de vidro enterrados no gramado e pista, o que inviabilizaria o uso do local novamente para práticas esportivas.

“Na manhã de segunda-feira (3), nós acordamos com a visão terrível em nosso estádio Veterano”, disse o prefeito ao Conselho durante o relato de 3 minutos e meio do que aconteceu, lendo notas e claramente demonstrando sua fúria. “Nós estamos ultrajados e determinados a fazer com que os organizadores paguem por tudo que são responsáveis. Acima de tudo, Lawrence é forte, portanto, não deixaremos que eventos como esse nos defina”.

O Conselho hesitou com relação à declaração da emergência do empréstimo, depois que os conselheiros Modesto Maldonado e Nilka Alvarez Rodriguez disseram que a Prefeitura deveria pagar pela substituição do gramado e a pista de atletismo usando o superávit dos orçamentos anteriores; enquanto aciona judicialmente para reembolso.

O Conselho votou 9 contra 0 no envio do pedido de Rivera ao Comitê para avaliação e agendou uma reunião pública para terça-feira (18).

Maldonado também sugeriu que a administração também deveria ser responsabilizada pelo fiasco no estádio e adiantou que pedirá ao Conselho a recomendação de um comitê especial que investigaria “onde nós falhamos, quem assinou o contrato e quem deveria prover supervisão”.

Em seus comentários ao Conselho, Rivera alegou que a Prefeitura “fez tudo o que deveria fazer em termos processuais”, incluindo exigir que a Floripa Productions, de Malden (MA), a companhia que organizou o evento, adquirisse um seguro do estádio contra danos e contratasse 20 policiais para atuarem nos detalhes do evento.

Ele frisou que o contrato que a Floripa assinou com a Prefeitura exigia que empresa adquirisse uma apólice que cobrisse até US$ 750 mil em danos que ocorressem no estádio; além de uma licença emitida pelo Conselho Municipal de Licenças para servir cerveja e vinho, o que exigiria que a companhia obtivesse outra apólice de seguro no valor de US$ 1 milhão. Rivera acrescentou que os advogados da Prefeitura estão preparando uma ação judicial para receber o dinheiro do seguro e detalhou que a Prefeitura também pedirá uma injunção que impediria que a Floripa Productions gaste o lucro com o evento para que a Cidade possa exigir a verba. Os ingressos da festa, batizada de “Festeja Boston”, custaram até US$ 180 cada.

Rivera disse que os advogados já agendaram um encontro com a companhia e detalhou que tal reunião focalizará nas supostas violações do contrato assinado junto à Prefeitura para utilização do estádio. Ele não detalhou as violações, exceto informando que o contrato exigia que a Floripa “aderisse às regras gerais e regulamentações do estádio”.

Entre outras coisas, o contrato proibia que objetos de vidro e “bebidas coloridas” fossem levados ao gramado artificial. Durante uma entrevista após a reunião com o Conselho, Rivera evitou responder se a licença de servir cerveja e vinho emitida pelo Conselho Municipal de Licenças aos organizadores da festa sugeria que a Prefeitura possa sem intenção ter alterado o monitoramento do evento.

“A Prefeitura tem perguntas que precisam ser respondidas”, disse ele. “Nós as responderemos; depois que resolvermos esse problema”.

Ele rebateu a possibilidade de que os 20 policiais que trabalharam no evento ignoraram a destruição enquanto ela ocorria. “Existe o papel da polícia, assim como o papel das autoridades”, respondeu. “Cada um tem a sua responsabilidade”.

O Conselheiro Marc Laplante, que representa o Distrito Sul de Lawrence, onde fica localizado o estádio Veteranos, frisou o impacto negativo que a perda do gramado e pista de atletismo terá nos atletas da Lawrence High School, Central Catholic High School e outras ligas esportivas e times que utilizam as instalações. Ele criticou a Floripa, mas sem citar o nome da companhia.

“Com respeito aos organizadores e ao o que aconteceu naquela noite; que vergonha”, disse Laplante. “Eles nos desrespeitaram enquanto cidade. Eles desrespeitaram os veteranos. O comportamento insensível deles em não criar estratégias próprias deixou aquele lugar em condições deploráveis e agora nós temos que consertá-lo por eles. Nós estamos com raiva, nós estamos aborrecidos. Alguém precisa ser responsabilizado”.

Depois da reunião com o Conselho, Rivera disse que a utilização do superávit dos orçamentos anteriores, também conhecido como “free cash” (dinheiro livre, em tradução livre), geralmente, demora meses para ser liberada. Mark Ianello, diretor de orçamentos, detalhou semana passada que o superávit pode ter acumulado até US$ 7 milhões.

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