Polícia Civil prende suspeitos de falsificar documentos para aquisição de visto americano

Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão durante a Operação Visto Fake.

Três homens foram presos nesta terça-feira (2) em Teresina e em Assunção do Piauí, durante a Operação Visto Fake, suspeitos de falsificar documentos para tentar obter vistos para entrada nos Estados Unidos. Segundo a Polícia Civil, o Consulado Americano detectou que pelo menos 11 pessoas do Piauí solicitaram visto com documentos falsos, o que levantou suspeitas. Elas também deverão responder pela ação, que é crime. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com os suspeitos.

O delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Lucy Keyko, informou durante entrevista coletiva que as investigações tiveram início ainda em 2018, quando um homem, identificado como Francisco Januário, foi preso em flagrante no Consulado Americano em Pernambuco usando documento falso dando entrada no pedido de visto para entrada nos Estados Unidos.
“Ele então informou como obteve os documentos e informou quem foram as pessoas que forneceram. Eles foram presos agora e devem responder por crime de falsidade documental e associação criminosa. Vamos ouvir o que eles têm a dizer e analisar os documentos usados por eles”, informou.
Além das prisões, a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e apreendeu diversos documentos.

Como atuava o grupo –  Um dos presos foi identificado como Antônio Lima Neto, que a polícia disse ser ex-funcionário de uma empresa de turismo de Teresina e é suspeito de arregimentar pessoas que queriam obter o visto. O delegado geral destacou que não há indícios de que a empresa estivesse envolvida no esquema.
Além dele, José de Arimatéia foi preso por suspeita de falsificar os documentos e Leonardo Soares Lima é suspeito de tentar por três vezes, em três estados diferentes, a obtenção do visto de forma ilegal.

“Eles falsificavam declarações de faculdade, extratos bancários, contracheques, declaração de impostos de renda. Tudo isso eles entregavam no Consulado para dizer que não tinham intenção de permanecer nos Estados Unidos, que queriam ficar apenas temporariamente”, relatou o delegado.
Segundo explicou o delegado, a entrada sem autorização em país estrangeiro e a permanência ilegal – ainda que após entrada autorizada -, não são permitidas, mas as punições diferem e são passíveis de investigação pela Polícia Federal.

Até o momento, a informação é de que o Consulado conseguiu barrar a entrada de todos os piauienses que tentaram obter o visto por meio de fraude. Por isso, eles devem responder apenas por uso de documento falso.

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