PM faz barreira e usa gás lacrimogênio para evitar que manifestantes acessem Estádio Nacional.

indio DFÍndios e outros grupos protestam contra a realização da Copa do Mundo no País

Cerca de 300 indígenas de diversas etnias, segundo estimativa da Polícia Militar, ocuparam nesta terça-feira (27) a marquise do Congresso Nacional, em Brasília. O ato durou cerca de 40 minutos e foi pacífico, sem depredação do prédio nem feridos.

Os indígenas protestaram contra mudanças nas regras para demarcação de terras, entre elas a proposta de emenda à Constituição (PEC) que transfere para o Legislativo a decisão de homologar terras indígenas e esvazia o poder Funai, atual responsável por elaborar estudos de demarcação.

Os indígenas acessaram a marquise pela lateral do prédio do Congresso, no Eixo Monumental. Os policiais não tentaram retirar os manifestantes, que permaneceram no local tocando e dançando músicas típicas por cerca de 40 minutos. Em seguida, desceram a rampa do Congresso e subiram em direção à Esplanada dos Ministérios. Eles carregavam faixas.

“Estamos aqui pois nosso território está ameaçado. Nos sentimos desrespeitados e atacados, principalmente pelo agronegócio”, afirma Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Os manifestantes se concentraram em frente ao Ministério da Justiça e também estiveram no Palácio do Planalto.

Depois de descerem do rampa do Congresso, os manifestantes iniciaram uma caminhada pelo Eixo Monumental, em direção à Rodoviária do Plano Piloto. O grupo chegou a ocupar todas as faixas da via no sentido Torre de TV, o que complicou o trânsito.

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