Omissões ou mentiras deste cenário verde amarelo

cenario verde e amarelo-597Por Antônio Machado

Nas palavras do ex-presidente Clinton “não pode haver uma grande diferença entre as manchetes e as linhas de tendência”. Isto se aplica à política de um modo geral, inclusive no Brasil. Existe a correlação dos políticos omissos e mentirosos, do faz de conta por conveniência. Na verdade não são todos, mas a maioria. “Manchetes e tendências” poderá significar o comportamento moral e ético dos políticos responsáveis pelas principais manchetes dos jornais brasileiros e internacionais e a “tendências” são as estradas da omissão com destinos ampliados de políticos mentirosos, decepcionando quanto à expectativa da construção do futuro sólido, com base em verdades. Em bom tom nossa Presidente afirma que não respeita delatores, mas tem que respeitar as verdades, omissões ou mentiras deste cenário verde amarelo. Com somente 10% de aprovação neste primeiro semestre de mandato, está caracterizada a falta de uma estrutura básica de governabilidade. Em entrevista coletiva nos Estados Unidos esta semana, a presidente foi indagada sobre as supostas declarações do dono da UTC (Ricardo Pessoa), em depoimento de delação premiada; a petista ressaltou que recebeu legalmente a doação de R$ 7,5 milhões da empresa investigada na Operação Lava Jato e concluiu a entrevista afirmando não respeitar delatores.

O cenário político neste Brasil de Dilma é um problema de “timing” e não de um passado com outra realidade. Existe um estrangulamento gradativo de todas as ações de governo, ainda que à custa do comprometimento da economia e Lava Jato se empenham em desmontar a cadeia produtiva de petróleo e gás. O TCU mira suas armas nas hidrelétricas da Amazônia. O Congresso fuzila o ajuste fiscal. As verdades continuarão apertando enquanto o governo não recuperar legitimidade.

O Poder Executivo agiu com “incompetência” ao propor a constituinte sobre reforma política e o plebiscito. Olhar para a democracia propondo uma constituinte que a Constituição não permite e depois defender a proposta do plebiscito é um tanto contraditório. Segundo especialistas, a presidente pretende com isso solucionar os graves problemas estruturais de reformas, com ações em curto prazo, que na verdade deverá acontecer a médio e longo prazo. Mas em curto prazo Dilma poderá ampliar o discurso  da facilitação da entrada de brasileiros nos EUA no contexto da reforma imigratória com mais determinação sabendo que o presidente Barack Obama, garantiu  que não abandonará a reforma da imigração, mesmo tempo que esteja  desapontamento por não ter cumprido ainda uma promessa feita em 2008 de modificar a política externa do país.

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