O feijão está mais caro no Brasil; entenda por quê da alta de 40%

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Feijão Carioca

Item de consumo básico do brasileiro, a alta no preço do feijão passou a ser tema de preocupação em todo o Brasil

O preço do feijão já ultrapassa o valor do café. Dados do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe) mostram que é a primeira vez que a saca (60kg) do produto chega a custar R$ 550 em alguns estados, enquanto a de café fica em torno de R$ 480. O presidente do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders, adianta que a perspectiva é que a próxima safra de feijão, que ainda está sendo plantanda, possa atenuar o crescimento dos preços, mas não resolver o problema de vez. Na atual situação, a projeção, segundo o Ibrafe, é que o Brasil termine o ano somando uma produção de 2,6 milhões de toneladas de feijão e um consumo de 3,5 milhões.

A alta do feijão é culpa do clima? – Em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia e do Alto Solimões, o assessor técnico de Cereais, Fibras e Oleoginosas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Alan Malinski, explica que o problema climático é o principal causador da queda na produção de feijão no Brasil, o que traz como reflexo o aumento dos preço. “O Brasil produz em média de 3,3 a 3,5 milhões de toneladas de feijão por ano, das quais consumimos 3,3 milhões. Ou seja, trabalhamos muito próximo ao limite, sobrando muito pouco. Em anos normais, a produção abastece o mercado interno”, exemplifica Malinski.
O assessor acrescenta ainda que o consumo interno de quase toda a produção do feijão impede que o Brasil se torne um exportador significativo dessa commoditie. Entre os fatores apontados como motivos para o crescimento dos preços da iguaria brasileira, além da redução da oferta do produto frente à demanda, estão questões econômicas como o fato de o preço minimo do feijão não ter sido reajustado em 2015 e os valores da soja e do milho se mostrarem atraentes e com melhores expectativas de produção.
“Soma-se a isso, justamente, a questão climática do El Niño, que atingiu áreas muito importantes para a produção nacional. Enquanto estados como Minas Gerais e a Bahia sofreram com a seca, o Paraná viu a produção prejudicada com o excesso de chuvas”, acrescenta. Os números mostram que os problemas com a produção de feijão não são novos. “Hoje, variamos a produção entre três milhões de toneladas e 3,3 milhões de toneladas por ano”, resume o dirigente do Ibraf. Segundo dados da CNA, nas safras de 2012 e 2013 o Brasil já havia registrado uma produtividade menor que a habitual, registrando uma quantia anual total de 3 milhões de toneladas. Em contrapartida, em 2011, o registro foi bem mais volumoso: 3,7 milhões de toneladas produzidas.
Fonte Portal: EBC setor de econômia, Publicado em 23/6/16, Por Noelle Oliveira

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