‘Morto’ brasileiro começa a se mover dentro do saco para embalar cadáveres

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Segundo a tia, não houve erro médico, mas sim um milagre.

Após ser considerado morto oficialmente no sábado (23), o paciente Valdelúcio Gonçalves, 54, foi encontrado com vida no domingo (24) dentro de um saco para embalar cadáveres em um hospital estadual de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.

A Secretaria da Saúde da Bahia abriu sindicância para apurar o caso.Valdelúcio sofre de um tipo raro de câncer de língua que impede a fala e o obriga a se alimentar por meio de uma sonda.

Na manhã de sábado, por volta de 10h, ele foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Geral Menandro de Farias após sentir falta de ar.

Às 23h07, foi declarado morto pela equipe médica do hospital. No atestado de óbito, constava insuficiência respiratória e falência múltipla dos órgãos como causas da morte.

Duas horas depois, um de seus irmãos foi autorizado a ir até a sala onde o corpo estava coberto por um saco fúnebre. Ele estava incumbido de vestir o paciente para o enterro. Ao chegar ao local, o irmão percebeu que o corpo se mexia dentro do saco e chamou a equipe médica.

“Já tinham até colocado algodão em seus ouvidos e nariz. Mas ele estava se mexendo dentro do saco com bastante intensidade”, diz Aurea Gonçalves, 76, tia do paciente. Segundo ela, não houve erro médico, mas sim um milagre.

“O hospital fez todos os exames possíveis e ele estava morto. Cheguei a ver o corpo dele lá estático. De uma hora para outra, ressuscitou”, diz Aurea.

A tia conta que, em uma conversa com Valdelúcio como ele não fala, escreveu tudo em uma folha de caderno, ele lhe disse que foi um milagre de Irmã Dulce, de quem é devoto.

 

“Ele disse que viu a mãe dele, morta há 18 anos, pedindo para ele ter fé em Irmã Dulce que iria sair dessa. E foi o que aconteceu”, conta Aurea.

Valdelúcio recebeu alta da UTI nesta segunda-feira (25) e foi levado ao Hospital Irmã Dulce, em Salvador. A doença dele ainda é tratada como de alto risco, e ele é considerado um paciente em fase terminal.

Segundo Aurea, a família chegou a gastar R$ 3.000 com o enterro, e agora vai doar o caixão. A tia também informou que não pretende processar o hospital e que vai procurar a igreja para registrar o “milagre”.

“Ainda não sabemos direito como fazer isso. Mas queremos atribuir a ressurreição de Valdelúcio a um dos milagres de Irmã Dulce”, diz Aurea.

O Vaticano iniciou no ano 2000 o processo de canonização de Irmã Dulce, freira baiana que morreu em 1992. Em 2009, o então papa Bento 16 autorizou a beatificação da religiosa, no último passo antes de consagrá-la santa. Para finalizar o processo, a Igreja Católica precisa reconhecer milagres praticados pela beata.

 

Sindicância  – A Secretaria da Saúde emitiu uma nota afirmando que vai abrir uma sindicância interna para ouvir toda a equipe que atendeu Valdelúcio Gonçalves e “esclarecer o ocorrido”.

 

A diretoria também afirmou que ninguém do hospital vai se pronunciar até que seja encerrada a sindicância.

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