México confirma massacre de estudantes por polícia e gangue

casal-supeito

José Luís Albarca, o prefeito de Iguala, é acusado de ordenar a repressão policial ao protesto dos estudantes

O procurador-geral do México, Jesus Murillo, anunciou na madrugada deste sábado que os 43 estudantes desaparecidos desde setembro foram mortos por uma gangue de traficantes. A informação, foi obtida no depoimento três supostos integrantes da Guerreiros Unidos detidos pela polícia na cidade de Iguala, no sul do país.

Em entrevista coletiva em Cidade do México, a capital do país, Murillo disse ainda que os bandidos admitiram a participação de policiais aliciados pelo tráfico na operação. Os estudantes teriam sido entregues à gangue pela própria polícia, depois de serem presos em 26 de setembro durante um protesto em Iguala, no Estado de Guerrero.

No protesto, violentamente interrompido pela polícia, morreram seis estudantes.

Murillo forneceu detalhes estarrecedores sobre o caso. Pelo menos 15 dos desaparecidos já teriam sido entregues mortos por asfixiamento pela polícia aos traficantes, que então fuzilaram o restante antes de queimar os corpos.

O procurador-geral também exibiu os vídeos com a confissão dos integrantes da gangue. Desde então, o caso ganhou repercussão internacional, com governos e entidades pedindo uma investigação rigorosa ao presidente mexicano, Enrique Peña Neto. O presidente despachou a Polícia Federal para assumir a segurança de Iguala. Houve vários protestos no México, incluindo novos violentos enfrentamentos em Iguala.

 caso provocou a renúncia do governador Angel Aguirra, no último dia 23. Mas a situação mais complicada é a do prefeito licenciado de Iguala, José Luís Albarca.

Policiais de Iguala afirmaram que o prefeito deu ordens para a violenta repressão ao protesto dos estudantes para que eles não interrompessem um comício que sua esposa, Maria Piñeda, faria na cidade no mesmo dia.

Piñeda, segundo informações da mídia mexicana, preparava-se para lançar candidatura à prefeitura nas eleições do ano que vem.

Albarca pedira licença do cargo em 30 de setembro e fugiu com a mulher em 22 de outubro quando um mandado de prisão foi expedido contra ambos. O casal estava foragido até a última terça-feira, quando foi preso em Cidade do México.

No total, mais de 70 pessoas, a maior parte deles policiais, foram presas em conexão com o desparecimento.

Falando na sexta-feira, o presidente mexicano novamente prometeu “levar todos os responsáveis à Justiça”.

 

Notícias Relacionadas

Faça Um Comentário

O seu email não será publicado. Os campos requeridos estão marcados com *

A Semana » Developed by Truejump