Máfia dos ingressos: A fuga de Raymond Whelan do Copacabana Palace

ADVOGADOA seccional do Rio de Janeiro da OAB vai apurar a conduta do advogado Fernando Fernandes, que, informado do mandado de prisão expedido contra Raymond Whelan, fugiu com seu cliente do Copacabana Palace. Os dois foram flagrados pela câmera de segurança do hotel. Em nota oficial, a entidade afirmou que “solicitará a cópia dos autos do inquérito instaurado pela Polícia Civil para análise das providências cabíveis a serem tomadas pela entidade”. O ex-diretor da Match está foragido até agora.
Se for constatato que Fernandes feriu o Código de Ética da entidade, a OAB vai abrir uma sindicância no Tribunal de Ética e Disciplina. Ao fim do processo, o advogado pode até perder a carteira.
A fuga de Raymond Whelan do Copacabana Palace foi determinante para que o habeas corpus impetrado por seus advogados fosse negado pela desembargadora Flavia Romano de Rezende, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça. A magistrada alega, na decisão, que “a desenvoltura do envolvido no agir delituoso está a demonstrar audácia e destemor quanto à força coercitiva da legislação em vigor, especialmente se considerarmos que o mesmo encontra-se foragido”. No texto, a desembargadora se refere a Whelan, ex-CEO da Match, empresa que detém o contrato de exclusividade das vendas de ingressos para a Copa, como “líder do esquema criminoso”.

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