Mãe diz precisar de R$ 30 mil para trazer corpo da filha para ser enterrada no Brasil

alessandraCampanha online arrecadou R$ 120 doações ‘Pessoas acham que é mentira’, diz mãe.

A mãe de Alessandra de Moraes Emiliano, brasileira morta a tiros em Schererville, nos Estados Unidos, contou que, segundo autoridades americanas, seriam necessários R$ 30 mil para trazer o corpo da vítima ao Brasil. Muito emocionada, ela disse que a campanha online para arrecadar dinheiro só havia tido R$ 120 doações até a tarde desta quarta-feira (6).

“A gente não tem dinheiro para mandar vir o corpo. Não temos parentes lá e estão fazendo a cabeça da minha neta para não atender a gente. Ela está com a mente embaralhada, porque tudo dela era a mãe dela. Minha filha morreu no meio dessa gente. Eu estou com R$ 120 na conta e as pessoas acham que é mentira.

Se as autoridades maiores não puderem me ajudar, eu não sei o que vou fazer”, disse Elizabeth Moraes, muito abalada. Nascida em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ela foi morta na noite de sábado (2), dentro da loja onde trabalhava, no estado de Indiana. O principal suspeito é o ex-marido, Richard Kalecki Jr., que foi encontrado morto no dia seguinte, em um suposto suicídio. A fluminense de 37 anos tinha uma filha de 18 e estava em um novo relacionamento.

O Itamaraty confirmou a morte da brasileira e disse que a embaixada em Chicago está acompanhando as investigações e prestando assistência à família. No entanto, segundo o irmão da vítima, o eletricista Adamor Emiliano, os familiares procuraram o Itamaraty e o consulado, mas não receberam retorno. “Eles disseram que iam ajudar, mas não fizeram nada.”

O irmão de Alessandra disse que o ex-marido manteve a mulher por diversas vezes em cárcere privado, durante os seis anos em que foram casados.

“Ela já havia comentado que ele era meio atordoado e a família dele lá já estava preocupada porque ele surtava. Minha irmã sofreu maus-tratos e se separou dele.

Por exemplo, ele mantinha ela em cárcere privado. O dinheiro que ela recebia, tinha que dar na mão dele. Se não fizesse isso, ele a deixava trancada do lado de fora quando nevava”, disse Adamor. Ele judiou muito, por isso ela pediu divórcio. Minha irmã chegou a ficar em albergue durante um tempo, mudava de endereço para que ele não a encontrasse”, afirmou.

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