Lava Jato aprofunda crise política no Brasil

09/03/2015. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Protesto contra o  pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em Águas Claras. Na foto, Simone Nunes participou do "panelaço".

Protesto contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em Águas Claras. Na foto, Simone Nunes participou do “panelaço”. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF.

Governo tenta segurar a pressão da base aliada e ao mesmo tempo preparar os aliados caso sejam atingidos pelas investigações

O avanço da Operação Lava Jato aprofundou a crise política no país. Trocas de acusações entre acusados e investigadores, aumento da pressão sobre o governo e a possibilidade de o ex-presidente Lula assumir um ministério marcaram a semana.
Na segunda (03/8), a Polícia Federal prendeu o ex-ministro José Dirceu na 17ª fase da Lava Jato. Segundo investigações e delações, o esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina na Petrobras teria surgido com ele, que já cumpre pena pelo processo do mensalão.
Ao todo, foram rastreados depósitos de R$ 98 milhões para Dirceu. A defesa negou que ele vá fazer delação premiada e disse que ele está sendo usado como bode expiatório.
Nesta semana, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o senador Fernando Collor teria recebido R$ 26 milhões de propinas da Lava Jato.
Em resposta, o parlamentar xingou o procurador durante discurso na tribuna do Senado. Janot preferiu não polemizar as declarações.
Nesse sábado (08/8), o Palácio do Planalto anunciou que a presidente Dilma Rousseff irá reconduzir Janot ao cargo de procurador-geral da República.
Ele foi o candidato mais bem votado da eleição realizada na quarta (05/8) pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O nome dele ainda terá que passar pelo crivo do Senado.
Na quinta-feira (06/8), saiu mais uma rodada da pesquisa Datafolha, que apontou uma queda na popularidade de Dilma Rousseff, chegando a apenas 8% de aprovações. Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, o resultado não justifica qualquer pedido de impeachment.
Na TV, Dilma disse que sabe suportar pressões e até injustiças, mas tem tido que negociar reforma ministerial, que pode até incluir o ex-presidente Lula. Embora possa perder espaço, o vice-presidente Michel Temer negou que tenha deixado a articulação política do governo.
Nesta semana, o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) divulgou o resultado da pesquisa Novo Eleitor, que mostrou que a população está menos tolerante com a corrupção e perdeu a confiança nos partidos e políticos, mas ainda confia em instituições públicas.
O levantamento também mostrou o posicionamento dos recifenses sobre a redução da maioridade penal, homoafetividade e liberdade de imprensa.

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