‘Já que somos Brasileiros’

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Projeto “Carbono” foto Flora Pimentel

Por Adson Fernandes

The America Tour, Lenine faz turnê nas cidades de Boston, New York, Miami e Orlando no mês de Setembro.

No próximo dia 15 inicia-se em Boston a Turnê de um dos mais renomados músicos Brasileiros da atualidade, “o cantautor Lenine” se apresenta no Hard Rock Café, no endereço 22 – 24 Clinton Street no Centro, com portas abertas a partir das 8 horas da noite com previsão de início do show para 8 e meia. O show é uma realização em parceria da Mr. Groove Produções e a produtora La Oveja Negra.

O Cantor se apresenta também em Nova York no dia 16, em Miami no dia 17 e em Orlando no o dia 18.  Lenine apresenta músicas do mais recente trabalho que leva o Título de Carbono, indicado em 2015 ao Grammy Latino: como Melhor Álbum de Música Popular Brasileira juntamente com a canção Simples Assim, indicada como Melhor Canção Brasileira.

Em 2016 recebeu a indicação ao Prêmio da Música Brasileira nas categorias: “Melhor Álbum” (Carbono) e “Melhor Cantor”, tendo vencido nesta última.

Essa é sem dúvida alguma a melhor oportunidade dos fãs de Lenine nos EUA assistirem ao vivo a apresentação desse artista que bebeu água de fontes musicais de diferentes partes do mundo, mas que mantêm na alma e consequentemente em seus trabalhos a brasilidade e a riqueza muscial de nosso país como poucos artistas da atualidade.

Neste turnê esta presente na formação músical Sandro Albert na guitara, Gastão Villeroy no baixo e na bateria nada mais do que um dos maiores baterista da atualidade Omar Hakim, o batera ja tocou com os artistas mais destacados para os quais o músico gravou ou quem acompanhou incluem Anita Baker, Sting, Weather Report, Mariah Carey, Madonna, David Bowie, Miles Davis, Chic, Everything but the Girl, Marcus Miller, Kazumi Watanabe, Daft Punk, entre muitos outros.

Vale lembrar que o show faz parte de uma série de eventos de inciativa da Mr.Groove Produções em que a proposta é a valorização da nossa Cultura e em especial a Música Popular Brasileira de qualidade.

Leia a entrevista que Lenine em que ele fala de sua carreira e sobre como será show.

Sua opção pela música teve alguma influência familiar?
Sim, a música sempre esteve muito presente no meu núcleo familiar. Meus pais estimulavam conversas a partir de determinadas diferenças. Por exemplo, conversando com eles sobre Drummond e os versos livres, existia todo um histórico. Antes de Drummond, eu tive que passar por João Cabral, mas para ler João Cabral, foi preciso conhecer Augusto dos Anjos. Entende? É uma questão forte de associação e estímulo e, na verdade, um pretexto para alimentar o conhecimento sempre.

A partir de qual idade você teve a certeza de que a música era o caminho a seguir?
Ah, desde muito cedo. Ainda morava no Recife, tinha uns 15 anos, quando a tecnologia me despertou para a música – ou vice-versa. Passava horas ouvindo rock e fazia questão de sentar bem em frente das caixas de som, para captar melhor as frequências sonoras. A cada audição, concentrava minha a atenção em determinado instrumento. A coisa era meio ritualizada, para provocar uma experiência sensorial. Por exemplo, descobri que a qualidade do acetato do disco importado, melhor que o nacional, fazia diferença. Eu tinha um aparelho de som quadrifônico e economizava para comprar os discos importados.

Lenine tem formação acadêmica na área musical ou é autodidata?
Fiz meu caminho, de uma maneira não acadêmica, muito natural, e meio pessoal, intransferível. Acabei sendo a exceção, não o exemplo. Há muito sua carreira tem merecido o reconhecimento com indicações que culminaram com recebimento de prêmios importantes, como o Gramy Latino como melhor Cantor de música brasileira de 2016.

Existe de sua parte alguma pretensão de gravar em outros idiomas, mais especificamente no Espanhol?
Não, o português vai muito bem, obrigado. O mundo, a cada ano que passa, se torna cada vez menor. Ter descoberto muito cedo que o tipo de hibridagem que a minha música carrega, dialoga com o contemporâneo espalhado por este mundo é delicioso. Acho que música não precisa de legenda.

Além de Jacson do Pandeiro, Dorival Caymi, quem são os compositores que influenciam sua criação?
Foram muitas e de origens diversas! Do Zeppelin ao Zappa, passando pelo Police, o rock foi a matriz. E despertei para a música brasileira quando coloquei um disco do Clube da Esquina. Aquilo não devia nada aos estrangeiros e soou maravilhosamente no meu equipamento. Além de Caymmi e Jackson, esse grande movimento que o Milton Nascimento proporcionou foi a minha grande escola, minha universidade de música. Focado na produção do “Clube de Esquina 1 e 2” eu aprendi a tocar, tentando chegar próxima daquilo que eu ouvia. Devo isso aos mineiros do Clube da Esquina.
Sua participação no encerramento da Olimpíada Rio 2016 certamente enriqueceu ainda mais aquela festa.

Qual é o legado daquele momento para o cidadão e para o músico Lenine?
Ah, foi muito bacana. Eu prefiro acreditar que consigo, com o que eu faço, entreter as pessoas, educá-las, e levá-las um pouquinho mais além. Não me contento em meramente entreter, eu preciso ter a certeza de que a minha interferência, fazendo o que eu faço, vai além do show. Que a pessoa vem aqui, volta para casa, e quando está ali tomando banho, ou antes de deitar, diz “pô, de onde vem a canção, quando ela já vem pronta?”. Isso é um tipo de questionamento que não é só o entretenimento, tem a ver com como a gente encara a vida diariamente. E isso tudo é muito importante para mim.

O show que será apresentado nos Estados Unidos terá apenas canções do Carbono, seu mais recente trabalho ou contará também com composições já consagradas e conhecidas do público?
Ainda estou lambendo a cria…Então vou apresentar algo do filho novo, Carbono, mas também uns “melhores momentos”.

Saiba maiswww.lenineusatour.com
Dia 15 de setembro as 8pm no Hard Rock Café em Boston
Dia 16 de setembro as 11:55pm no BB King Blues Club
Dia 17 de setembro as 10pm no Flamingo Theater
dia 18 de Setembro as 9pm no Señor Frog’s

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