‘’Indeportáveis’’: Jovens Imigrantes Apontam Tratamento Especial de Justin Bieber

O canadense Justin Bieber teve julgamento marcado na última terça-feira, 4, em Miami — aos 19 anos, o ídolo teen vai responder em março a três acusações: resistência a prisão, direção sem habilitação válida e por guiar um veículo sob efeito de entorpecentes. Pela internet, imigrantes que vivem nos Estados Unidos afirmam que o astro pop tem recebido tratamento especial das autoridades no país, conhecido pela rigidez na punição das infrações de estrangeiros.

O movimento Undocumented (“sem documentos” ou “ilegais”, em tradução livre), criou uma abordagem bem-humorada para a suposta diferenciação racial pelos setores de imigração norte-americanos. Sob o termo ‘underported’ (“indeportável”), jovens de origem estrangeira comparam suas imagens reais — com traços latinos, africanos ou asiáticos — com versões loiras e de olhos azuis.

Em poucos dias, o apelo por igualdade virou meme no Facebook e dezenas de imigrantes aderiram. Nas fotos originais, são descritos delitos leves: “não usou a faixa de ciclistas”, “fez o ‘twerk’ em uma estação de trem”, “dirigiu com música alta” — todos rotulados como passíveis de deportação. Já os dublês aloirados são relacionados a falhas graves — “matou 4 pedestres ao dirigir bêbado”, “socou um policial no rosto”, e marcados como ‘indeportáveis’.

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Além das montagens irônicas, o movimento tomou como exemplos os casos de imigrantes que correm risco de deportação por delitos leves, como o do guatemalteco Miguel Moralez Patzan.

Semanas antes de Bieber se envolver em problemas com a polícia da Flórida, Miguel Moralez Patzan, um imigrante da Guatemala, foi detido por autoridades do estado de Maryland por dirigir sem habilitação. Em situações corriqueiras, o incidente seria resolvido com a emissão de uma multa, mas Patzan foi preso e levado à presença de um juiz, além de enfrentar 10 dias na prisão sem qualquer acusação registrada.
Agora, o guatemalteco enfrenta uma ação dos órgãos de imigração, que exigem sua deportação. O homem, que tem uma filha de dois anos nascida nos EUA, virou motivo de campanha pela internet, que alerta sobre a violação de direitos civis no modo como são tratadas as pessoas não-legalizadas, especialmente as que se envolvem em delitos.

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