Havana vive ausência de Fidel e se prepara para maratona do ‘adeus’

Havana prepara homenagem a Fidel Castro

Em Havana, prepara-se a homenagem a Fidel Castro, com trabalhadores a limparem a Praça da Revolução, para onde serão levados os restos mortais do líder cubano.

Entre o monumento do herói da independência de Espanha Jose Marti e a gigante escultura de outro líder da revolução Ernesto ‘Che’ Guevara, milhares de pessoas, durante dois dias, devem ali prestar homenagem a Fidel Castro, morto aos 90 anos na sexta-feira.

O governo local decretou o luto nacional por nove dias e alguns pormenores das cerimónias vão sendo revelados, como o disparo de 21 salvas de artilharia pelas 9 horas locais (14 horas de Portugal continental) de segunda-feira, nas regiões de Havana e Santiago, repetindo-se o mesmo número de disparos a 4 de dezembro.

As salvas de canhão serão uma constante durante os próximos dias, nos quais deverão chegar à ilha do Caribe várias personalidades para participar nos atos de despedida do antigo presidente.

Na quarta-feira, um cortejo irá fazer viajar os restos mortais de Fidel Castro pela ilha de quase 111 km2 durante quatro dias até à província oriental de Santiago, um local emblemático para o início da revolução de 1959 e local de partida da denominada “Caravana para a Liberdade”.

Para sábado está agendado outra cerimónia popular na praça António Maceo, um dia antes de as cinzas serem colocadas no cemitério de Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba. Neste cemitério também está o poeta e independentista Marti.

Ainda não foram avançados pormenores sobre o enterro, mas espera-se que seja um ato intimo e sem presença de delegações oficiais.

Também são desconhecidas as circunstâncias em que Fidel Castro será cremado, um desejo do próprio, segundo o seu irmão e atual presidente do país, Raul Castro, na mensagem de comunicação da morte.

A organização das exéquias está a cargo de uma entidade criada especificamente para a ocasião e apelidada de “Comissão Organizadora do Comité Central do Partido, do Estado e do Governo para as honras fúnebres do Comandante chefe Fidel Castro Ruz”.

A morte do histórico líder ditou o adiamento, por um mês, os atos e desfiles militares previstos para 02 de dezembro, no âmbito do 60.º aniversário da chegada a Cuba desde o México do iate Granma, que trazia a bordo Fidel e outros 81 revolucionários.

Sob as regras do luto nacional de proibição de espetáculos, foi ainda cancelado o concerto do tenor espanhol Plácido Domingo.

Em Lisboa, a embaixada de Cuba abre na segunda-feira de manhã um livro de condolências pela morte de Fidel de Castro, que estará disponível até ao próximo dia 04 de dezembro, disse à Lusa a embaixadora Johana Tablada de la Torre.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse no sábado não estar ainda definida a forma como Portugal se fará representar no funeral de Fidel Castro.

Fonte: JN /PT

 

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