Gianecchini conta como é seu personagem na novela ‘A Lei do Amor’

Pedro (Reynaldo Gianecchini)

Pedro (Reynaldo Gianecchini)

Estreou no canal internacional da Globo no dia 3 de outubro.

‘A Lei do Amor’ discute a maneira como o amor pode ter várias faces e definições, mas sempre será uma lei definitiva que movimenta a humanidade. Essa é a essência da novela, que conta a história de Pedro (Chay Suede/Reynaldo Gianecchini) e Helô (Isabelle Drummond/Claudia Abreu), e de um sentimento capaz de resistir ao tempo, aos descompassos da vida e às armadilhas da inveja e do poder.

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Você dá vida ao protagonista de ‘A Lei do Amor’. Como é seu personagem na novela?

O Pedro é um cara muito do bem, que teve uma desavença com a família, saiu de casa e ficou vinte anos morando fora. Nesse tempo, ele ficou muito no mar. O Pedro é velejador. Ele traz esse silêncio, essa busca por uma paz. O personagem está muito em contato com a natureza e, naturalmente, ficou um cara preocupado com o meio ambiente, com as questões sociais. Ele volta para essa família vinte anos depois, reencontra o seu grande amor, de quem ele foi separado, e começa a tentar refazer a vida. Busca entender também quem é a família em que ele nasceu, porque não está muito claro o papel de todo mundo ali. Ele vai pesquisar e buscar uma verdade que foi perdida, aquilo que ele não entendeu até hoje.

Como é a relação do Pedro com essa família? Como ele vai lidar com as atitudes deles?

Ele lida muito mal. Para ele é difícil saber que a família era envolvida em escândalos. Que não necessariamente fez as coisas que ele achava justas e corretas para a cidade. Ele vai questionar e cobrar dessa família o papel social deles na cidade. O Pedro nunca se conformou direito com essa bagunça e vai movimentar a família por causa disso.

E os irmãos do Pedro? Como será o relacionamento com eles?

Ele tem dois irmãos, o Hércules (João Vitor Silva/ Danilo Granghéia) e Vitória a (Sophia Abrahão/ Camila Morgado), e a relação é meio esquisita. O irmão é um cara com quem ele nunca se deu bem, que nunca conseguiu uma comunicação. Um cara meio deslocado ali na sociedade. E a irmã também. A Vitória é uma menina de quem ele era muito amigo no passado e era muito solar, e de repente ela foi ficando cheia de problemas, de questões, o que foi dificultando essa comunicação. Na verdade, o Pedro não tem mais afinidade nenhuma com esses irmãos, mas ele passa a ter muito com os sobrinhos, os filhos do Hércules, que acabam virando amigos dele, companheiros naquela família. O único pessoal que ele tem um refúgio ali para ter uma amizade mesmo.

Como é a família Leitão? Qual vai ser a importância da volta do Pedro para essa família?

Ele começa a entender que essa família não é esse conto de fadas, o que ele já suspeitava. Ele já desconfiava muito que tinham peças que não funcionavam direito naquele núcleo, que tinham coisas injustas, que não pareciam muito legais para ele. Ele volta depois de vinte anos e começa a ter a certeza de que realmente ali está tudo muito errado. E ele vai pesquisar o que não está dando certo ali, que mola que foi a propulsora dessa desarmonia nessa família. E aí isso faz a novela ser um pouco de um thriller também. A novela segue um tom investigativo no rumo desse personagem. O público vai descobrir muitas coisas junto com o Pedro. Muitas coisas que parecem ser o que não são de fato.

Um dos personagens mais importantes dentro dessa família vai ser a Magnólia (Vera Holtz), madrasta do Pedro. Como vai ser a relação entre eles?

A relação do Pedro com a Magnólia é uma relação difícil, onde ele sempre desconfiou muito dela. Ele nunca relaxou e nunca acreditou que essa mulher fosse de fato tão boazinha, tão católica, cristã como ela se propõe. Ele fica o tempo todo pegando no pé dela, questionando, brigando e indo atrás dessa verdade. Ele desconfia que essa mulher é a grande chave para descobrir os segredos da família.

Além da relação conturbada com a família, a vida do Pedro também foi marcada por um grande amor. Como será essa história de amor que ele vai viver?

A novela tem um foco muito grande nessa questão do amor romântico, sólido. O Pedro encontrou essa mulher que ele julgava ser a mulher da vida dele, a Helô (Isabelle Drummond/Claudia Abreu). Teve um hiato, porque ele foi separado dela, e volta vinte anos depois, querendo reconquistá-la. Ele descobre que eles foram vítimas de uma armação e a partir daí ele quer refazer a vida, porque ele sempre sentiu muito forte esse amor. Mas é muito difícil de você refazer depois de tantos anos. Tanta coisa já mudou, já entraram outros elementos no meio de campo. Vão aparecer muitas dificuldades. Mas acho que esse amor vai vencer. É muito forte. Eu tenho certeza que eles vão pelo menos lutar bastante por isso até o fim da novela.

Do que o Pedro é capaz para reconquistar esse amor?

Eu acho que ele é capaz de qualquer coisa para reconquistá-la. Eu acho que vão vir à tona ainda muitas coisas que vão magoá-lo, decepcioná-lo e separar ainda mais o casal, para talvez no final existir o perdão, existir a clareza sobre os fatos e esse amor prevalecer.

E na sua opinião esse amor é real? É possível viver um amor assim?

Todo mundo passa por isso. Eu acho que foi muito bem plantado esse amor. Eu, particularmente, gosto muito da história do Pedro e da Helô. Desde o começo, até a forma madura como eles se reencontram e começam a tentar refazer uma vida, sem esse melodrama, mas impera uma consciência. A gente tenta na vida. É isso. Com acertos e erros, mas a gente tenta.

Como é para você trabalhar em ‘A Lei do Amor’? Quais elementos foram importantes na composição dessa história?

Estou muito feliz de estar nesse projeto. Primeiro por ser basicamente um projeto só de amigos, desde a direção, já que estou muito acostumado a trabalhar com essa equipe da Denise Saraceni, até o elenco, que é composto de amigos queridos e próximos meus. E também estou feliz de conhecer novas pessoas. Tem muitos atores jovens muito talentosos e muito dispostos. E eu particularmente adoro trocar uma bola com esse povo jovem, presto atenção no que eles estão oferendo também. Assim como com os veteranos, pessoas que já têm uma bagagem. Essa novela tem um pouco dessa mistura que eu acho que dá muito certo. Dos novos, cheios de gás, com os veteranos também, que já trazem essa bagagem de experiência. Por exemplo, trabalhar com o Tarcísio (Meira), que eu nunca tinha trabalhado. Com a Regina Duarte. Com pessoas que fizeram a história da nossa televisão e que é a maior honra estar fazendo um trabalho junto.

O que as pessoas podem esperar de ‘A Lei do Amor’?

Acho que essa novela vai despertar a vontade do público de torcer pelo mocinho, pelos bons valores. Resgatar uma coisa que está perdida. Porque ultimamente os personagens mais legais têm sido os vilões, que são os politicamente incorretos, mas engraçados. E que são necessários. Mas estou adorando fazer esse Pedro, que é um cara que mostra que, como no Brasil, a gente está querendo tanto coisas boas, que as pessoas se liguem no próximo, se liguem num bem-estar social, no meio ambiente, em tudo e sem ser chato.  Eu acho que é isso, resgatar os bons valores sem ficar apontando o dedo na cara de ninguém. É juntar todo mundo na mesma força. Essa novela é feita de uma forma muito simples. Conta uma história de amor, que é muito legal. Tem também suspense, bastante intriga. Tem até a parte social da política, mas contada de uma forma muito simples, muito de verdade, sem grandes eventos, sem ficar com grandes rodeios. Acho que isso vai ser um diferencial.

Créditos: Divulgção / Globo
Novela escrita por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, e com direção artística de Denise Saraceni, a trama conta com atores como Vera Holtz, Tarcísio Meira, Claudia Raia, José Mayer, Thiago Lacerda, Camila Morgado, Grazi Massafera, Denise Fraga, Ricardo Tozzi e Heloísa Perissé.

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