Gás e ‘gatonet’ já são negócios pequenos para as milícias

A Veja mostra como funcionam os negócios imobiliários das milícias no Rio de Janeiro.

A Muzema, onde dois prédios desabaram na semana passada matando pelo menos 20 pessoas, é um fenômeno de duas décadas, diz a reportagem.

“Escutas telefônicas interceptadas pelo Ministério Público estadual às quais VEJA teve acesso expõem a engrenagem propulsora das atividades dessa milícia: os marginais vêm obtendo informações privilegiadas sobre operações de fiscalização da prefeitura e ainda contam com facilidades para abrir empresas em nome de pessoas que servem de fachada aos milicianos.

Em uma das ligações, um tal Manoel de Brito Batista, conhecido como Cabelo, avisa um comparsa de uma iminente inspeção da prefeitura. Em outra, informa sobre uma provável batida da polícia ambiental em obras da gangue. “Acabaram de me ligar, falaram que vai ter (operação). Muzema e Rio das Pedras”, alerta.

Batista (hoje preso) vem a ser o braço financeiro e “síndico” dos imóveis da quadrilha. É ele também que aparece em negociação flagrada pelo MP para remunerar um funcionário da prefeitura (ainda não identificado) por um serviço valioso: Batista precisava de ajuda para liberar o registro de uma empresa de material de construção. Conseguiu pagando 3 000 reais.”

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