Forças Armadas marcam ocupação de favelas na cidade Maravilhosa

O contingente da Operação São Francisco é maior do o que foi empregado na pacificação dos complexos da Penha e do Alemão

exercito1O Comando Militar do Leste divulgou detalhes da ocupação da Maré. Serão 2.100 homens da Brigada Paraquedista do Exército e 450 fuzileiros navais.
Mais uma Unidade de Polícia Pacificadora foi atacada por bandidos, no Rio de Janeiro. O ataque foi às vésperas da ocupação pelas Forças Armadas de um dos maiores conjuntos de favelas da cidade.
A confusão no morro da Cachoeirinha, Zona Norte da cidade, começou depois da prisão de três jovens que usavam drogas, segundo a Polícia Militar. Moradores cercaram os policiais que reagiram com spray de pimenta.
Na quarta-feira (2) também, foi preso o responsável por um dos mais violentos ataques à UPPs. Foi na Rocinha, em fevereiro deste ano, quando quatro policiais ficaram feridos.
Segundo a polícia, Luiz Carlos Jesus da Silva chefiava o tráfico no local e era um dos focos de resistência à pacificação.
Para o secretário de Segurança do Rio, as UPPs podem ajudar a reaproximar a sociedade da polícia. “A polícia, muitas vezes, vinha especialmente nestes lugares com prática ruim e a sociedade se afastou da polícia por causa disso. Então, especialmente nestes lugares, é esta conquista que tem que acontecer agora”, afirma José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do RJ.
Nesta quinta-feira (3), o Comando Militar do Leste divulgou detalhes da ocupação do Complexo da Maré, pelas Forças Armadas, a partir de sábado (5). Serão 2.100 homens da Brigada Paraquedista do Exército e 450 fuzileiros navais.
O contingente da Operação São Francisco é maior do o que foi empregado na pacificação dos complexos da Penha e do Alemão. A maioria dos militares do Exército e da Marinha já serviu na Missão de Paz da ONU, no Haiti. E terão como responsabilidade o patrulhamento ostensivo, a revista de suspeitos e eventuais prisões.
“As Forças Armadas, em particular o Exército brasileiro, aprendeu e tem lições aprendidas que estão servindo para este planejamento, para o emprego da nossa tropa”, ressalta o general Ronaldo Lundgren, chefe do Centro de Operações – CML.
No fim da tarde de quinta-feira, a Polícia Militar, que ocupa a Maré desde o fim de semana passado, apreendeu uma tonelada de maconha na região.

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