Escola Brasileira de Choro Rafael Rabello faz apresentação em Boston

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Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello 17 anos de funcionamento

A Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello,primeira do gênero no Brasil, foi fundada em Brasília em abril de 1998, pelo músico e jornalista Henrique Filho (Reco do Bandolim), com inspiração nas escolas norte-americanas de jazz.
Os primeiros cursos a serem oferecidos foram de bandolim, cavaquinho, pandeiro, saxofone e violão de seis e de sete cordas. Em seguida, vieram os de flauta, clarinete, violino, acordeão, viola, gaita e percussão. Em 2002, a Escola recebeu 260 inscritos.  Atualmente, atende a cerca de mil alunos, parte deles  bolsistas carentes. Além das aulas do currículo regular, os alunos da Escola Brasileira de Choro  Raphael Rabello assistem a “workshops” gratuitos  oferecidos por alguns dos mais expressivos músicos brasileiros, que, de passagem pelo Clube do Choro de Brasília, se dispõem a fazer um intercâmbio com os estudantes. Entre os que aderiram a essa prática estão, por exemplo, Toninho Horta, Armandinho Macedo, Yamandú Costa, Leandro Braga, Dirceu Leite, Leo Gandelman, Carlos Malta e Ivanildo Sax de Ouro.

Em 17 anos de funcionamento, a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello formou músicos que se tornaram revelações da cena brasiliense, entre eles os grupos 5 no Eixo, Folhas Secas, Vibrações, Brincadeira Boa e Trio Cai Dentro.
Entre as mais recentes iniciativas da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, destaca-se a elaboração de método específico para o aprendizado de técnicas de choro. Desde 1997, a Escola vem reunindo referências de mestres como Jacob do Bandolim, Dino 7 Cordas, Luperce Miranda, Raphael Rabello, Pixinguinha com vistas a sintetizar os principais padrões que caracterizam o gênero. Além de explorar as estruturas e os padrões harmônicos do choro, incluindo os contrapontos (ou, como os chorões dizem, as “baixarias”), o método também estuda o fraseado e o vocabulário melódico com diversas variações para instrumentos que ocupam a função de solistas.

RECO DO BANDOLIM – Presidente do Clube do Choro de Brasília, Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, é baiano de Salvador. Chegou a Brasília em 1963, onde se formou em  jornalismo.  Reco participou do grupo de artistas que deu origem ao Clube do Choro de Brasília, em 1978, e forjou seu estilo nas rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Odete Ernest Dias, Bide e Pernambuco do Pandeiro. Tem quatro discos gravados, dois pelo setor de pesquisa do Banco do Brasil e dois independentes, entre os quais se destaca “Reco do Bandolim & Choro Livre”, com mais de cinco mil cópias vendidas.

Depois de um início alvissareiro, o Clube do Choro de Brasília acabou fechando as portas na década de 90, premido por dificuldades materiais e pela falta de público. Ao assumir a presidência, em 1993, Reco deu início ao processo de recuperação. Após reabrir o Clube e colocá-lo à disposição dos músicos e da comunidade, Reco passou a levantar patrocínios que permitiram a continuidade do trabalho, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Nos últimos 18 anos, centenas de artistas do Brasil (entre eles Altamiro Carrilho, Sivuca, Paulo Moura, Paulinho Nogueira, Leo Gandelman, Wagner Tiso, Joel Nascimento, Déo Rian, Armandinho Macedo, Cristóvão Bastos, Hélio Delmiro, Paulo Sérgio Santos, Leandro Braga, Zé da Velha, Silvério Pontes e Hamilton de Holanda) já se apresentaram para mais de 500 mil pessoas no palco do Clube do Choro de Brasília em projetos temáticos que homenageiam grandes nomes da MPB.

Vale acrescentar que, em 1998, Reco realizou o sonho de inaugurar a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. Posteriormente, o Arquiteto Oscar Niemeyer assinou o projeto da sede definitiva da Escola e do Clube do Choro de Brasília, no Setor de Divulgação Cultural. O espaço foi inaugurado em novembro de 2011, com o nome de Espaço Cultural do Choro.

Além de um moderno conjunto de salas e um café-concerto para 420 pessoas com conforto e tratamento acústico, em breve o Espaço Cultural do Choro terá um Centro de Memória e Referência. Montado em parceria com a Universidade de Brasília, serão colocados à disposição da comunidade documentos, discos, vídeos, fotos, partituras e documentos que contam a história do choro em Brasília e no Brasil.

GEORGE COSTA (violão de 6 cordas) –  George Costa é violonista, nascido em Brasília. Estudou com grandes nomes do violão, entre eles Alencar 7 Cordas, Rafael do Anjos, Fernando César, Rogério Caetano, Lula Galvão, Vittor Santos, Ian Guest e Luizinho 7 Cordas. Em 2008, tornou-se aluno da Escola de Choro Raphael Rabello. Em 2011, ingressou na Universidade de Brasília, onde cursou o bacharelado em composição. Atualmente, integra o grupo “Choro pra Cinco”, é professor de violão da Escola de Choro Raphael Rabello – ICEM e faz parte do grupo Reco do Bandolim e Choro Livre com quem já teve a oportunidade de representar a música brasileira internacionalmente, apresentando-se em Cuba, Alemanha e França. Ainda com o Choro Livre, dividiu palco com grandes nomes da música como Zé da Velha e Silvério Pontes, Henrique Cazes, Sebastião Tapajós, Carlos Henrique Machado, Oswaldinho do Acordeon, Danilo Brito, Laércio de Freitas, Daniela Spielman, Gilson Peranzetta e Paulo Sérgio Santos.

HENRIQUE NETO (violão de 7 cordas) –  Henrique Neto é formado no curso de Licenciatura em Música pela Universidade de Brasília (UnB) e leciona violão na Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello desde 2006. Além de fazer apresentações como solista em importantes casas de espetáculos de Brasília, já dividiu o palco com músicos consagrados, como Hermeto Pascoal, Hamilton de Holanda, Paulo Moura, Sivuca, Armandinho Macedo, Sebastião Tapajós, Manassés, Guinga, Dominguinhos, Paulo Sérgio Santos e Danilo Caymmi.

Em 2007, apresentou-se como solista do “Festival de Música de Pulso e Pua”, em La Coruña, na Espanha. Na mesma ocasião, atuou no grupo de base da cantora Sandra Duailibe, indicada para o Prêmio Grammy Latino de Música, na categoria revelação. A convite do clarinetista Ricardo Dourado, professor do Departamento de Música da UnB, Henrique participou de eventos organizados pela Michigan State University (EUA).

No início de 2008, foi indicado pelo violonista Guinga para representar o Brasil no Festival Mundial de Jovens Virtuosos em Túnis. Destacou-se tocando ao lado de músicos de dez países de três continentes e foi convidado a se apresentar, no ano seguinte, no prestigiado Festival de Jazz da Tunísia. Ainda em 2008, apresentou-se em Viena, Lisboa, Praga e Zaragoza.

Em 2010, fez shows nos EUA, onde se apresentou no Kennedy Center (Washington, D.C.) e no Lotus Festival (Indianapolis, IN), e também no Canadá, onde tocou na Universidade Laval, em Quebec.

Pelo projeto MPB Petrobras, apresentou-se, em 2011 e 2012, como solista convidado no Teatro Villa Lobos em Brasília. Ainda em 2011, participou do Festival Internacional de Clarinetistas, realizado em Lima, como músico convidado do evento.

Nos EUA, foi convidado para ministrar aulas de violão brasileiro nos anos de 2012 e 2013 na cidade de Port Townsend e também fez concertos em Portland.  Como membro do “Trio Cai Dentro”, participou de diversas apresentações em Brasília, no Sesc Ipiranga em São Paulo como convidado do projeto “Temperos do Choro” e em Campinas e em Ribeirão Preto além de vencer o Festival Nacional de Novos Talentos “Geração Musical”, sediado no Rio de janeiro e patrocinado por Furnas. O prêmio incluiu a gravação de um CD, uma bolsa de estudos com o professor húngaro Ian Guest e uma turnê por oito capitais do Brasil.

VALERIO XAVIER (pandeiro) –  Nascido em 1981, é filho e sobrinho de músicos fundadores do Clube do Choro de Brasília. Aos 14 anos decidiu estudar pandeiro, quando recebeu convite do bandolinista Hamilton de Holanda para participar da gravação do disco “Dois de Ouro – A nova cara do velho choro”, seu primeiro trabalho em estúdio.

Aos 15 anos iniciou o curso de teoria musical, harmonia e Cavaquinho com Hamilton de Holanda, fator preponderante para optar definitivamente pela carreira de músico.

Multi-instrumentista, já trabalhou com diversos artistas de renome nacional e internacional, dentre eles Paulo Moura, Jorge Aragão, Altamiro Carrilho, Paulinho da Viola, Armandinho, Jair Rodrigues, Zé da Velha, Silvério Pontes, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, João Donato, Dudu Nobre, Leny Andrade, Eduardo Dussek, Rita Ribeiro, Rildo Hora, Paulinho Moska, Jards Macalé, Hamilton de Holanda, Monarco, Mauro Diniz, Arlindo Cruz, Sombrinha.

Apresentou-se com o Clube do Choro de Brasília e os grupos Choro Livre e Coisa Nossa em vários países, entre eles Argentina, Espanha, Haiti, Gana, Estados Unidos, Canadá, Israel, Palestina, China, Chile, Portugal.  De 2004 a 2006, foi professor de cavaquinho da escola brasileira de Choro Raphael Rabello.

Atualmente, é cantor e cavaquinista do grupo Samba-choro, Fina Estampa e Coisa Nossa, pandeirista dos grupos AQuattro e Choro Livre e professor de pandeiro da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello.

MÁRCIO MARINHO (cavaquinho) –  Márcio Marinho de Souza nasceu em Brasília, em 1984. Aos 17 anos foi convidado para integrar o grupo Sorrindo à Toa, como solista e sob o comando de Reco do Bandolim.

Formou, em 2013, ao lado de Henrique Neto e Rafael dos Anjos, o Trio Cai Dentro, com o qual atuou ao lado do músico Hermeto Pascoal em show no Clube do Choro de Brasília. Um ano mais tarde, a convite de Reco do Bandolim, Márcio entrou no conjunto Choro Livre.

Como integrante do Choro Livre, passou a acompanhar artistas de renome, entre eles Dominguinhos, Derico, Osvaldinho do Acordeão, Carlos Malta, Carlos Henrique Machado, Paulo Sérgio Santos,  Paulo Moura, Sombrinha, Fundo de Quintal, Danilo Brito. Nessa fase começa sua carreira internacional, com viagens para Argentina, Peru, Uruguai, Bolívia, México, Dubai, França, Alemanha, Tunísia, Espanha, Portugal e China.

Em 2007, em busca de inovação, propôs a Rafael dos Anjos a formação do quarteto Galinha Caipira Completa, com o qual recebeu o Prêmio Pixinguinha, patrocinado pela FUNARTE, resultando na gravação de seu primeiro CD.

No primeiro semestre de 2009, foi vencedor da terceira edição do concurso “Projeto Furnas Geração Musical”, como integrante do Trio Cai Dentro. A premiação incluiu excursão por 8 estados brasileiros para divulgação do trabalho, além da gravação de um CD.

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