Entenda o que está em jogo na visita de Dilma aos Estados Unidos

dilma and obama-597A agenda de Dilma inicia por Nova York, onde a mandatária deve se encontrar com empresários e investidores americanos e brasileiros. Ainda na cidade, ela deve participar de um seminário empresarial. “A visita representa uma importante retomada de contato com as mais variadas vertentes: política, empresarial e com a área de ciência, tecnologia e inovação”, afirmou Paranhos.
Segundo o Estado de S. Paulo, um dos objetivos do governo brasileiro na visita é atrair investimentos e tentar desmantelar barreiras que prejudicam o livre comércio.
Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou ao jornal que a inovação também está no topo da lista do governo brasileiro. “Trata-se da economia com maior capacidade de inovação, tem muitos laboratórios”, disse.
Depois da agenda econômica em NY, Dilma parte para a agenda política em Washington. Na capital americana, ela vai participar de um jantar oferecido por Obama, e vai almoçar no Departamento de Estado. A presidente também tem uma reunião marcada com o mandatário americano. Essa reunião, aliás, simboliza uma mudança importante na postura do Brasil com relação à cooperação na área de defesa com os americanos, com aumento na troca de informações sigilosas, expansão de exercícios militares, aproximação das Forças Amadas e ampliação das possibilidades de compra e venda de equipamentos para esse setor. Haverá também a adoção de dois tratados que foram assinados com os EUA em 2010, mas nunca foram postos em prática. A aprovação dos documentos pode ser vista como um dos resultados da viagem de Dilma.
A vinda de Dilma aos EUA, no entanto, não configura uma visita de Estado, que geralmente são mais longas e preveem uma série de ritos, mas sim uma visita de governo. De acordo com a BBC, a mudança nos planos foi devido ao fato de que a Casa Branca só tinha datas disponíveis para uma visita de Estado no ano que vem ano eleitoral tanto no Brasil quanto nos EUA. A presidente vai acompanhada por uma comitiva de 11 ministros, sendo que alguns deles permanecerão com a mandatária apenas durante parte da viagem. Além dos contatos focados em inovação e educação, os dois países devem anunciar uma acordo na área da Previdência Social que permitirá o reconhecimento recíproco de contribuições feitas por brasileiros nos Estados Unidos e vice-versa. Segundo cálculo do governo americano, isso dará às empresas uma economia de US$ 900 milhões no período de seis anos. Ainda com Obama , a prioridade será abordar o futuro da relação entre os países. Por isso, os dois mandatários anunciarão a intenção de dobrar o comércio bilateral em dez anos, no momento em que o Brasil olha para além de suas fronteiras em busca de oxigênio para sua economia. Os EUA são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. De Washington, Dilma viaja a São Francisco, onde terá uma agenda ainda mais voltada para a inovação. Na Califórnia, a presidente terá compromissos nas universidades de Stanford e Berkeley. Na cidade, Dilma se reunirá com acadêmicos e com representantes de empresas de tecnologia. Dilma também deve visitar as instalações da Google. A visita termina no dia 1º de julho.

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