Enfermeira diagnosticada com ebola está curada e deixa o hospital

ninaMulher trabalhou no tratamento do primeiro homem contaminado com o vírus no país.

Uma enfermeira de Dallas que contraiu o ebola está curada do vírus, disseram autoridades de saúde dos Estados Unidos na sexta-feira (24).
Nina Pham, de 26 anos, trabalhava no Hospital Presbiteriano, onde foi contaminada com a doença quando atendia ao liberiano Thomas Eric Duncan, o único paciente com ebola que faleceu nos Estados Unidos.
Além de Nina, a enfermeira Amber Vinson também foi diagnosticada com a doença e curada, informou a família na quarta-feira (22). Vinson, de 29 anos, também foi infectada ao entrar em contato com Duncan.
Até o começo desta semana, as autoridades americanas ainda mantinham em observação 262 pessoas no Texas e em Ohio, depois que familiares e amigos do liberiano concluíram a quarentena sem ter desenvolvido sintomas da doença.
Em Dallas (Texas), 43 pessoas que tiveram contato com Duncan, entre elas sua noiva, Louise Troh, e o filho que têm em comum, terminaram hoje o período de 21 dias de isolamento recomendado pelas autoridades de saúde, já que é neste tempo que o vírus se manifesta, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Duncan chegou aos EUA em setembro para se casar com Louise quando o vírus ainda estava incubando sem que ele soubesse. O liberiano morreu no dia 8 deste mês no Hospital Presbiteriano de Dallas, onde esteva internado.
Ainda esta semana, o Pentágono anunciou a formação de uma equipe militar especializada em resposta rápida para combater o ebola nos EUA que será formada por 30 pessoas, sendo 20 enfermeiras de terapia intensiva, cinco médicos especializados em doenças infecciosas e cinco treinadores de protocolos. O treinamento desses profissionais está previsto para começar ainda nesta semana.
Até o momento, o presidente dos EUA, Barack Obama, se mostrou reticente a vetar os voos vindos dos principais países afetados pelo ebola na África Ocidental (Guiné, Serra Leoa e Libéria), como reivindicam vários políticos republicanos.
O senador Marco Rubio (Flórida), por exemplo, planeja implantar em breve um projeto de lei para suspender as viagens entre EUA e esses três países africanos, conforme antecipou hoje seu gabinete em comunicado, no qual alude às “muitas incertezas” que rodeiam o ebola e “ameaçam a segurança nacional”.
Perante as acusações republicanas de falta de liderança e de lentidão para controlar o avanço do vírus, Obama designou na sexta-feira (17) Ron Klain como “czar” federal ou “coordenador de resposta ao ebola”, que terá como tarefa tramitar a atuação do governo em nível doméstico.
O porta-voz adjunto de Obama, Eric Schultz, declarou hoje aos jornalistas que Klain começará a trabalhar já nesta quarta-feira (22).
Além disso, segundo Schultz, nos contatos mantidos nos últimos dias com os líderes mundiais, entre eles vários europeus, Obama alcançou compromissos financeiros na luta contra o ebola de, pelo menos, US$ 300 milhões, assim como o envio de equipes e recursos aos países africanos mais afetados pelo vírus.

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