Em Boston, pessoas de baixa renda podem morar em mansões

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Um pedaço do paraíso para quem tem uma renda mensal de US$ 1.190

Carolyn Lane, com um salário de menos de US$ 50.000 por ano, mudou-se em maio para um dos mais luxuosos novos complexos de aluguel de Boston. Ela tem acesso a uma piscina na cobertura, a duas academias e a uma estação interna de alivio canino e paga um terço do que custa aos seus vizinhos o mesmo  apartamento de um quarto.

Um pedaço do paraíso, disse Lane, que paga um aluguel mensal de US$ 1.190, depois de ganhar a unidade 315 do edifício de apartamentos Ink Block na loteria de moradia acessível. A assistente administrativa foi um dos 544 concorrentes para apenas 41 residências com desconto.

As leis de Boston que exigem que as construtoras acomodem moradores de baixa renda mesmo nos prédios mais caros estão sendo examinadas enquanto as cidades lutam para oferecer moradias a preços acessíveis.

Ajudar ganhadores da loteria como Lane a morarem em lugares luxuosos limita a construção de propriedades que possam acomodar mais pessoas em outros lugares, disse Barry Bluestone, economista na Northeastern University.

“É um lindo gesto, mas não ajuda praticamente em nada a resolver a crise habitacional”, disse Bluestone, diretor-fundador do Centro Dukakis para política Urbana e Regional no nordeste de Boston.  “Há muitas áreas onde seria mais barato construir moradias de classe média”

O prefeito de Boston, Marty Walsh, está estudando mudanças nas regras da cidade que exigem que 13 por cento das unidades nos novos prédios de condomínios e de aluguel sejam para moradores com renda moderada. A cidade está tentando determinar sob quais circunstâncias as construtoras devem ser autorizadas a construir propriedades de preços acessíveis em outros lugares ou pagar um fundo habitacional ao invés de incluir unidades mais baratas no local, disse Sheila Dillon, diretora de moradias de Boston.

Quase 500 municípios americanos possuem políticas de zoneamento inclusivo. Começaram nos subúrbios e migraram, nos anos 2000, para áreas urbanas mais caras, onde substituíram subsídios habitacionais federais que foram sumindo, disse Robert Hickey, pesquisador e sênior associado  Nacional sem fins lucrativos, em Washington.

O objetivo é aproveitar esse novo crescimento de moradias de luxo para construir alguma via de acesso para a grande classe média, que ganha demais para poder ter direito acesso a  ajuda federal de habitação, mas muito pouco para poder pagar o que está disponível”, disse Hickey.

“Muitas moradias de luxo estão sendo construídas”, disse Dillon. É queremos criar bairros economicamente diversos e, ao mesmo tempo, ser eficientes e construir todas as unidades possíveis a preços acessíveis. É aí que reside a tensão

Fonte: InfoMoney

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