Dólar sobe pela quinta vez seguida e fecha em R$ 2,73

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Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir o patamar de R$ 2,76.

A escalada do dólar continua e parece não perder força. Nesta terça-feira(16), pela quinta vez consecutiva, a moeda americana fechou com alta de 1,87% ante o real e terminou cotada a R$ 2,7355  o maior valor desde o final de março de 2005. Na máxima do dia, o dólar chegou a atingir o patamar de R$ 2,76.

A desvalorização do real acompanhou o comportamento de outras moedas emergentes. A queda generalizada foi puxada pela derrocada no preço do petróleo no mercado internacional está no menor patamar em mais de cinco anos. Esse fator tem afetado principalmente a Rússia, que, apenas nesta terça-feira, viu o rublo (moeda local) perder cerca de 20% do valor.

Segundo o banco central russo, a economia do país pode recuar entre 4% e 5% em 2015 se os preços do petróleo não passarem dos US$ 60 (atualmente, o barril é cotado a US$ 55)

A alta também foi influenciada pela expectativa dos investidores com a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central Americano), que teve início nesta terça(16) e termina na quarta-feira(17). A autoridade monetária poderá indicar quando irá aumentar os juros básicos da economia americana atualmente, no menor patamar da história. Uma alta das taxas atrairia investidores que hoje aplicam em países emergentes, como o Brasil, para os Estados Unidos, o que pressionaria ainda mais a cotação do dólar por aqui.

A boa notícia do dia para quem torce pela desvalorização do real veio do Banco Central.  Nesta terça-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que a autoridade deve dar continuidade às intervenções no câmbio em 2015, por meio da venda de contratos de swaps cambiais. A medida funciona como venda de dólares no mercado futuro, o que impede uma pressão maior no mercado à vista da moeda americana.

Os contratos têm sido ofertados diariamente pelo BC desde agosto de 2013, momento no qual o dólar atingiu R$ 2,40. Apesar de expectativa do mercado financeiro, o anúncio não teve força para evitar a disparada do câmbio.

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