Crianças: os novos imigrantes ilegais nos Estados Unidos

asemana_01_560_capaFazem-se à estrada, a pé, de autocarro ou de comboio para uma travessia clandestina que pode ser de milhares de quilómetros e durar semanas  numa distância equivalente, por exemplo, àquela que separa Lisboa de Kiev. De Outubro de 2013 a 31 de Agosto de 2014, a Guarda de Fronteira dos EUA deteve 66.127 menores que entraram sozinhos e ilegalmente no país. No ano fiscal anterior, de Outubro de 2012 a Setembro de 2013, tinham sido apanhadas do lado norte-americano 35.209 crianças nas mesmas condições o aumento é de 88%.
Se historicamente a maioria das crianças imigrantes ilegais eram mexicanas, no último ano o cenário alterou-se de forma radical: os dados mais recentes indicam que pela fronteira sul (entre EUA e México) 76% dos menores que atravessaram e foram detidos eram nativos de El Salvador, Guatemala e Honduras e entre eles cada vez há mais meninas e crianças com menos de 13 anos.

A invasão infantil e ilegal tem raízes na violência e na pobreza extrema nos países de origem, por um lado, mas está ainda ligada a outro fenómeno: os pais destas crianças são também imigrantes não-documentados nos EUA, que ao longo dos anos juntaram dinheiro para trazer os filhos, pagando a um coyote – um contrabandista que guia os miúdos até à fronteira em troca de milhares de dólares. Enquanto as redes de contrabando lucram, o destino das crianças é incerto: podem ser vítimas de violência física e sexual, ser roubadas ou mortas.

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