copiloto alemão Andreas Lubitz agiu deliberadamente para derrubar o avião

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Andreas Lubitz, o co-pilot da Germanwings airliner

As investigações agora se concentram no histórico do copiloto alemão Andreas Lubitz, que até então não era suspeito de envolvimento com organização terrorista
Sozinho na cabine de comando, o copiloto do Airbus A320 ativou os controles para fazer o avião descer até se chocar contra uma cadeia de montanhas dos Alpes franceses, disse nesta quinta-feira o promotor que investiga o acidente. O voo 4U-9525 partiu nesta terça-feira de Barcelona, na Espanha, com destino a Dusseldorf, na Alemanha, e caiu cerca de uma hora após a decolagem, deixando 150 mortos.
Segundo o promotor Brice Robin, o copiloto Andreas Lubitz trancou o piloto do lado de fora do cockpit e iniciou o procedimento de descida da aeronave “por uma razão que não temos nenhuma ideia, mas que pode ser vista como um desejo de destruir o avião”. Segundo o jornal Le Monde, Robin afirmou que as investigações agora irão se concentrar na análise de personalidade do copiloto. Lubitz é alemão e não era suspeito, até então, de ter ligação com nenhuma organização terrorista. O copiloto tinha 28 anos e estava na Germanwings desde 2013, contabilizando mais de 600 horas de voo em Airbus.
Nos primeiros 20 minutos de voo, de acordo com o promotor, o copiloto manteve uma conversa “normal e cortês” com o comandante. Depois se escuta o comandante repassar o procedimento de aterrissagem em Dusseldorf e o copiloto respondendo de forma “lacônica”. Posteriormente, o comandante pede para o copiloto assumir o comando do avião, provavelmente para ir ao banheiro, e em seguida é possível escutar o movimento de uma das poltronas e uma porta que se fecha. Nesse momento, quando o copiloto já está sozinho na cabine, ele aciona o sistema de descenso e não fala mais nada. Robin acrescentou que as vítimas não se deram conta do que ocorria até o último momento, porque na gravação não foram ouvidos gritos até pouco antes do impacto.
Questionado se o copiloto poderia ter sofrido algum mal súbito no momento em que o piloto estava do lado de fora da cabine de comando, o promotor respondeu que “em princípio não”, acrescentando que sua respiração captada pelos microfones não é condizente com a de um homem sofrendo um ataque cardíaco. Nos minutos finais do voo, os alarmes de alerta soaram informando que o avião se aproximava do solo em alta velocidade; os sons foram captados pela gravação, mas o copiloto permaneceu em silêncio. O avião não respondeu aos chamados dos controladores de tráfego aéreo e não emitiu um pedido de socorro antes de cair, acrescentou Robin. A aeronave desceu durante aproximadamente oito minutos, a partir de uma altura de cruzeiro, de 38.000 pés (mais de 11.500 metros), até o impacto com o solo, a uma velocidade de mais 700 km/h.
Nesta quarta, o jornal The New York Times revelou que o piloto deixou a cabine de comando antes de o avião perder altitude e não conseguiu voltar ao cockpit. A informação surgiu a partir de dados do registro de voz. “O homem do lado de fora está batendo na porta, sem resposta. E então, ele começa a bater com mais força, ainda sem conseguir uma resposta. A resposta nunca vem”, disse a fonte, segundo o jornal. “Dá para ouvir que ele está esmurrando a porta”, acrescentou.

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