Chile vence Argentina nos pênaltis e é campeão da Copa América pela 1ª vez

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O resultado deu à seleção do Chile o primeiro grande título de sua história

A festa estava armada, com o Estádio Nacional lotado e os cerca de 18 milhões de habitantes do país mobilizados em torno da mesma causa, a conquista do título inédito do Chile na Copa América, que veio neste sábado com uma vitória sobre a Argentina nos pênaltis por 4 a 1 após empate no tempo normal e na prorrogação.

Enquanto a bicampeã mundial viveu de lampejos ao longo da final, o Chile se mostrou mais agressivo e, embora não tenha sido recompensado em 120 minutos, viu seu esforço no jogo e em todo o campeonato ser recompensado nas penalidades. Higuaín, que mandou para fora, e Banega, que bateu fraco e parou no goleiro Bravo, foram os vilões da equipe visitante.

O resultado deu à seleção do Chile o primeiro grande título de sua história e a classificou para a Copa das Confederações de 2017. Já a ‘Albiceleste’ segue em um jejum de títulos que já dura exatamente 22 anos, desde a Copa América de 1993. Desde então, mesmo contando com Lionel Messi e tantos atletas, o país vibrou apenas com troféus do Mundial Sub-20 e dois ouros olímpicos no sub-23.

A curiosidade é que a conquista de ‘La Roja’ foi obtida mesmo com a manutenção de uma escrita, a de nunca ter vencido a Argentina pela competição. Como houve igualdade no tempo normal e na prorrogação, agora são 18 derrotas e sete empates.

O técnico da equipe anfitriã, o argentino Jorge Sampaoli, teve apenas um desfalque, o zagueiro Jara, suspenso pela confusão em que se envolveu com o uruguaio Cavani durante as quartas de final. Francisco Silva foi o substituto. Na lateral esquerda, Mena perdeu a posição e deu lugar a Beausejour, com Díaz recuado para atuar como terceiro zagueiro.

Na Argentina, o zagueiro Garay sofreu uma gastroenterite aguda horas antes da semifinal, não se recuperou e deu lugar a Demichelis mais uma vez. Além disso, ainda durante o primeiro da decisão, o meia Di María sentiu dores na coxa direita e teve que sair. Lavezzi entrou.

Em vez de se estudarem nos primeiros instantes da final, as equipes preferiram buscar o ataque, e logo aos quatro minutos de bola rolando a Argentina incomodou. Di María passou por Isla na esquerda da área e bateu cruzado por cima do gol.

Na resposta chilena, aos oito, Valdivia teve espaço para chutar dentro da área, mas preferiu buscar Sánchez na esquerda e teve o passe interceptado. Dois minutos depois, Demichelis foi mal ao cortar o cruzamento, Vidal emendou de primeira e obrigou o goleiro Romero a fazer a primeira grande defesa do jogo.

A final foi bem servida de goleiros, e Bravo provou isso aos 20. Messi, seu companheiro de equipe no Barcelona, cobrou falta fechado da direita, Agüero resvalou de cabeça e ele, no reflexo, espalmou para o lado.

Por um certo tempo, as chances de gol se tornaram escassas, e as duas que apareceram foram desperdiçadas por Vargas. Aos 23 minutos, o ex-jogador do Grêmio partiu em velocidade pela direita, invadiu a área e chutou por cima. Aos 32, ele pegou sobra de chute de Vidal, demorou a definir e foi desarmado.

Após ter dado um refresco para Bravo, a Argentina voltou com tudo ao ataque nos dez minutos finais, mas não conseguiu abrir o placar. Aos 36 minutos, Messi cobrou escanteio, Agüero ajeitou e Pastore foi travado. Nos acréscimos, aos 47, Lavezzi foi acionado pelo próprio Pastore e encheu o pé para bonita defesa do arqueiro chileno.

Os donos da casa voltaram do vestiário com tudo e tentaram se aproveitar da distração de alguns argentinos. Otamendi deu um presente para Sánchez, que disparou pela direita e cruzou na segunda trave até Vidal. O jogador da Juventus escorou de cabeça, e Romero pegou firme.

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