Cearense que mora em Los Angeles lança filme sobre a vida de imigrante nos EUA

cineasta-cearense-1

Equipe de gravação do filma “Maestro”

“Quem pensa que o sucesso é certo só em pisar no território norte-americano, na verdade está bastante enganado”, diz cineasta

Por Matheus Ribeiro

A terra das oportunidades. Essa é a visão que muitos brasileiros possuem sobre os Estados Unidos, local onde muitos sonhadores pensam em adquirir dinheiro e melhores condições de vida. Mas quem pensa que o sucesso é certo só em pisar no território norte-americano, na verdade está bastante enganado.

Buscando mostrar a luta diária de imigrantes brasileiros nos Estados Unidos, o cearense Daniel Roman criou um curta metragem sobre a rotina de uma família de brasileiros em Los Angeles. Com a intenção de “mostrar a realidade do imigrante nos EUA sem romantismo, a dor e a luta pela vida através dos olhos de um jovem imigrante”, Daniel conta no curta Maestro a história de João, um garoto de baixa renda no Brasil que trabalha todos os dias como motorista de um aplicativo para conseguir uma vida melhor no país para si, sua mãe e a avó doente.

Segundo Daniel, a ideia de criar o filme surgiu há sete anos, quando ele estava no Rio de Janeiro. “Conheci um taxista talentoso e resolvi criar um roteiro sobre a vida deste sujeito a partir daquela conversa. Não se trata de uma biografia, mas sim de uma ideia para preencher com outros fatos. Esta viagem foi a primeira vez que me senti um estrangeiro no meu mesmo pais. Por exigência da minha banca de mestrado, tive que simplificar e readaptar a história para ter um formato mais curto. Isso levou a uma enredo totalmente diferente”, contou o jovem.

Realizado por iniciativa própria, Daniel contou com apoio de pessoas desconhecidas. Para colocar o projeto adiante, o cineasta fez uma campanha em sites de financiamento coletivo e conseguiu arranjar boa parte do dinheiro para a produção do projeto.Quando perguntado o que ele deseja conquistar com o curta, o cearense foi enfático: reconhecimento. “Espero conquistar reconhecimento na indústria americana e mandar para festivais americanos e internacionais, como uma forma de entrar na indústria como diretor e produtor”, explicou.

Experiência Pessoal: Não muito diferente do personagem principal do curta, o cearense também é um imigrante que buscou melhores condições de vida nos Estados Unidos. “Quando me mudei, eu era mais velho e não tinha uma avó doente vivendo comigo, então eu lidei com a luta de forma diferente. A solução que eu encontrei foi a de me inscrever para o Exército dos EUA. Passei um ano no Afeganistão e depois comecei um mestrado em Belas Artes. Este curta é uma coleção de fatos da minha vida, com fatos jornalísticos atuais e com fatos que observo no dia-dia”, conta o cearense.

Notícias Relacionadas

Faça Um Comentário

O seu email não será publicado. Os campos requeridos estão marcados com *

A Semana » Developed by Truejump