Caos marca local onde avião caiu na Ucrânia

Ukraine-Plane-flight-17-2Quase 200 corpos amontoados em vagões de um trem com destino desconhecido; descontrole de proteção da área onde o avião da Malaysia Airlines caiu e falta de perspectiva sobre uma investigação independente da tragédia na Ucrânia.

Três dias depois da queda do Boeing, a situação é caótica no local onde estão os destroços, na região de Torez, cidade próxima a Donetsk, leste ucraniano.

O tempo passa e, por enquanto, não há qualquer sinal de que o grupo separatista pró-Rússia, que controla a região, pretenda colaborar com as autoridades ucranianas, muito menos com os observadores internacionais.

Os governos dos Estados Unidos e da Ucrânia os acusam de terem derrubado o avião com um míssil disparado do solo. Eles negam.

A reportagem retornou neste domingo (20) ao local da tragédia -depois de passar novamente por cinco barreiras montadas pelos separatistas, que verificam o passaporte, além de repetir perguntas ao motorista ucraniano, um rito para decidir quem pode ou não chegar ao local.

A reportagem localizou em matas afastadas, distante de fiscalização, resquícios do avião, mais corpos expostos a chuva e forte calor, além de material ligado aos passageiros. No ponto mais visitado, peças da fuselagem e bagagens dos passageiros continuam sem isolamento.

Os rebeldes informaram que pelo menos 196 corpos recolhidos por eles (eram 298 passageiros no total) foram armazenados em cinco vagões na estação de Torez.

A reportagem visitou o local, que fica a 15 quilômetros do vilarejo de Grabove, ponto principal dos destroços. Membros da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) foram autorizados a visitar três deles. Mas saíram desanimados.

“Não somos capazes de contabilizar os corpos numa situação dessa”, admitiu Alexander Hug, um dos chefes da missão da OSCE após visitar o local dos destroços. Na prática, o órgão age como monitor e não como especialista em acidente aéreo.

O líder dos rebeldes, Alexander Borodai, afirmou que os corpos foram removidos em “respeito às famílias” para evitar que fossem alvo de animais. Disse ainda que eles permanecerão nos vagões até a chegada de especialistas internacionais em aviação.

O grupo tem negado qualquer ligação com as causas da queda do Boeing, que fazia o voo MH17, de Amsterdã (Holanda) para Kuala Lumpur (Malásia). Afirma que o governo ucraniano é o responsável pelo que ocorreu na quinta-feira passada.

CAIXA-PRETA –  O líder dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, Aleksander Borodai, entregou nas primeiras horas desta terça-feira (22), pelo horário local, as duas caixas-pretas do avião da Malaysia Airlines, que caiu na semana passada na região, para especialistas da Malásia, segundo informam as agências de notícias internacionais.

“Aqui estão as caixas-pretas”, disse Borodai em uma sala cheia de jornalistas na sede da autoproclamada “República Popular de Donetsk”, enquanto um rebelde armado colocava as caixas sobre uma mesa.

Os dois lados assinaram um documento, que Borodai classificou como um protocolo para finalizar o procedimento. De acordo com declaração de Mohamed Sakri, uma autoridade do Conselho de Segurança da Malásia no local, as duas caixas-pretas estão “em boa condição”.

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