Campanhas pedem ajuda para transplantes em brasileiros

Conheça casos de imigrantes que precisam da doação de rins, medula óssea e coração e usam as redes sociais para buscar ajuda da comunidade

Fabiano Ferreira

As redes sociais estão sendo cada vez mais usadas para campanhas em prol de pessoas que precisam de ajuda, principalmente em se tratando de problemas de saúde. Na região de Boston, o Facebook é o canal onde diversas campanhas são lançadas frequentemente em busca de solidariedade para imigrantes. O Jornal A Semana entrevistou algumas dessas pessoas que precisam da colaboração da comunidade, especialmente para transplantes essenciais para manter a vida. São casos delicados e que dependem da conscientização das pessoas sobre a importância de doar órgãos como rins, coração e medula óssea. Quem doa salva vidas. Mesmo que a doação não vá direto para a pessoa da campanha, mas ao beneficiar outras pessoas a ajuda se espalha e incentiva as boas ações.

Um caso bem sucedido neste sentido é o da brasileira Debora Haveroth, 28 anos, do Paraná, que passou por transplante de medula óssea depois de ter lançado uma campanha em busca de doadores. Aos 23 anos ela descobriu a doença, fez tratamento, foi curada, mas após seis meses a doença voltou, quando ela estava grávida. Sua filha nasceu prematura e pouco tempo depois ela encontrou uma doadora da Alemanha, fez a cirurgia e hoje está totalmente recuperada. “A ajuda foi essencial para minha vida e por isso peço a todos que sempre colaborem”, disse. Moradora de Hyannys, ela afirma que é uma apoiadora incondicional das campanhas, pois se não fosse a divulgação do seu caso hoje poderia não estar viva, muito menos sua filha.

valeriaValéria Falstad: Um rim salva sua vida – A carioca Valéria Falstad, que mora nos EUA há 14 anos e atualmente reside em Framingham, descobriu aos 20 anos que tem uma doença hereditária nos rins, que agora está em estágio avançando e somente um transplante pode resolver o problema. Ela contou à reportagem que a “doença renal policística” não tem cura nem remédio e que por isso fica sob supervisão médica o tempo inteiro. Ela integra uma fila de transplante de rins em Massachusetts, mas no seu caso isso pode ocorrer somente entre 6 e 8 anos, já que precisa de um doador compatível com seu tipo sanguíneo 0+ Positivo. Valéria está fazendo diálise sob a supervisão dos profissionais do hospital Tufts de Boston e já encontrou duas pessoas dispostas a doar, mas na reta final os exames clínicos rejeitaram.

Agora, ela e amigos lançaram uma campanha pedindo a doação do órgão. “Vou gravar um vídeo e fazer um folder com explicações, pois a maioria das pessoas desconhece que pode viver com um rim só e que por isso podem doar sem ter nenhuma complicação de saúde”, disse. No caso dela, o seguro de saúde cobrirá todos os custos com a cirurgia de quem se submeter à doação.
Para se candidatar à doação e ter mais
informações ligue (774) 279-5968 e (617) 938-0506.

 

GledsonGleidson Gonçalves : À espera de medula óssea – Outra campanha que está circulando na internet é em favor do mineiro Gleidson Gonçalves, do Cape Cod, que precisa da doação de medula óssea. Há dois anos ele descobriu que tinha leucemia e chegou a fazer um transplante com a medula de seu irmão, mas seu organismo rejeitou e a doença voltou.
Agora, ele está internado para ficar sob tratamento constante e aguarda por um doador compatível. Várias campanhas estão sendo realizadas para ajudar a custear o tratamento e também para chamar atenção sobre o caso e despertar as pessoas para a doação. No último final de semana aconteceu um show beneficente em prol do tratamento dele. A luta de todos envolvidos é para encontrar um doador compatível. Quem está à frente da campanha é a Fundação Icla Sa Silva, que tem feito ações em Hyannis e Falmouth. Para se candidatar à doação e ter mais
informações ligue (617) 519-3850

 

GGracielaraciela Porter: a luta por um novo coração – Quem também espera por uma doação é a brasileira Graciela Porter, que precisa de um transplante de coração. O caso dela é diferente porque isso só é possível com o falecimento de outra pessoa compatível e a lista de espera costuma ser bem longa.
Ela descobriu que era cardipata em 2010 quando teve sintomas de uma forte gripe e começou a ter dificuldades para respirar. Ao fazer um check-up constatou que seu coração não estava funcionando corretamente. Graciela começou seu tratamento em janeiro de 2011 no Tufts Medical Center e atualmente está internada sob tratamento. Ela contou à reportagem que no seu caso deve esperar cerca de 5 anos por um transplante. “Apoio as campanhas porque sei o quanto é importante que as pessoas se conscientizem em ajudar em qualquer tipo de transplante”, afirma.

Notícias Relacionadas

Faça Um Comentário

O seu email não será publicado. Os campos requeridos estão marcados com *

A Semana » Developed by Truejump