Brasileiro propõe solução para agilizar e baratear o transporte

Bonzer1Por: Fabiano Ferreira

Imagine poder alugar um carro elétrico compacto, por um valor baixo e com a vantagem de não precisar voltar ao ponto da locação para devolver. Esse sistema está prestes a se tornar realidade com o Bonzer, um projeto desenvolvido pelo brasileiro Ivan Li Huang, que acabou de se formar no MIT (Massachusetts Institute of Technology). A fase de testes do novo serviço começa em novembro dentro do próprio campus do MIT, com dez carros já adaptados para funcionar linkados ao aplicativo desenvolvido por Huang e mais dois profissionais de sua equipe. Serão seis meses de experimentos para verificar os hábitos dos usuários e coletar dados para aperfeiçoar o serviço. Assim como a maioria das startups (empresas que unem tecnologia e idéias inovadoras), o Bonzer surgiu a partir da observação de uma necessidade do dia-a-dia. Quando estudava no MIT, Huang tinha permissão para fazer algumas disciplinas na Harvard e mesmo a distância entre os campi sendo curta, o transporte feito por ônibus e metrôs demorava demais. Foi quando um amigo comentou sobre a possibilidade de ter algo que resolvesse a situação. As bicicletas até seriam uma alternativa, mas são inviáveis no inverno. Os táxis e o Uber também seriam opções, mas o alto custo não compensava. Daí veio a ideia de desenvolver o Bonzer, sistema parecido com alguns em funcionamento na Europa, mas que ainda não existe por aqui.
“Começamos a pensar num modelo de negócio que fosse escalável e replicável, pois assim seria possível alavancar os recursos. E com isso veio a vontade de apostar no car sharing”, explica Huang.
A proposta do Bonzer é simples e ao mesmo tempo complexa. A ideia é que os mini-carros elétricos cubram os “pontos cegos” do transporte público, começando o projeto pela cidade de Boston. O usuário terá de se cadastrar no aplicativo e quando solicitar um carro terá a indicação de qual está mais próximo. E chegando ao destino, ele pode estacionar num ponto pertencente ao Bonzer, o que exclui a necessidade de voltar ao ponto A para devolver o veículo. Assim ganha-se tempo, economiza-se dinheiro e a natureza ainda agradece, já que o carro não polui o meio-ambiente.
Novos investidores – Para viabilizar o Bonzer, Huang buscou o que se chama de “investidor anjo”, que são empresas e empresários que apostam em novas tecnologias patrocinando o desenvolvimento de projetos. Ele está trabalhando no desenvolvimento do Bonzer há dois anos e meio e durante este tempo várias etapas foram cumpridas, inclusiva uma visita recente à China para negociar a aquisição de carros. Cada veículo custa entre $15 mil a $20 mil.
Para executar a primeira fase serão usados carros fabricados nos EUA e na China. Após a conclusão dos seis meses iniciais, a intenção é ampliar a oferta de pontos e aumentar a frota de carros para 100 unidades. “Vamos analisar a aceitação das pessoas e fazer as alterações necessárias para melhorar ainda mais o serviço. Nossa intenção é crescer e levar o Bonzer para outras cidades e até outros países”, planeja Huang.
Como o Bonzer é um carro de baixa velocidade, já existe regulamentação para que ele possa circular pelas ruas de Boston. A expectativa é que o público usuário esteja na faixa entre 25 e 35 anos. “Aqui as pessoas são muito abertas às novidades, o que nos estimula ainda mais a continuar trabalhando”, afirma.

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  1. Ronaldo Pires
    out 13, 2015 - 03:57 AM

    Fico muito feliz de saber que “esse sistema está prestes a se tornar realidade com o Bonzer, um projeto desenvolvido pelo brasileiro Ivan Li Huang, que acabou de se formar no MIT (Massachusetts Institute of Technology).”
    E isso ai Ivan!!!!
    Mostrando seu talento, sua inteligencia, sua garra, sua forca e sua dedicacao para o mundo . Me orgulho de voce!!!!!!!!!

    Obrigado, brasileirinho danado!
    Amei em saber de voce.

    Ronaldo Pires

    Reply

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