Americanos querem 300 crianças mineiras que estão em fila de adoção

crianças

“Há grande demanda nos Estados Unidos pela adoção. Essas crianças brasileiras que estão na lista

O país acredita que elas podem despertar mais interesse de famílias no exterior

Cerca de 300 crianças mineiras em geral, maiores de cinco anos, meninos, não raro com problemas de saúde – que estão na lista de adoção internacional porque não despertaram interesse de famílias brasileiras terão mais chances de ser acolhidas por famílias em país estrangeiro a partir do ano que vem. A Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf), ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, está em procedimento de credenciamento de organizações não governamentais norte-americanas para acompanharem, no Brasil, os procedimentos para adoção por cidadãos daquele país, segundo estabelece a Convenção de Adoção Internacional de Haia. A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio do Consulado Geral do Rio de Janeiro, responsável pelos processos de imigração, tem mantido contato com as Comissões Estaduais Judiciárias de Adoção (Cejas) nos estados para dar apoio aos procedimentos.
“Atualmente, americanos adotam poucas crianças brasileiras porque os dois países são signatários da convenção de Haia relativa à proteção de menores, que determina procedimentos muito rígidos, entre eles, o cadastramento das instituições estrangeiras que acompanharão o processo fazendo a ponte entre as crianças, o Judiciário e as famílias interessadas”, explica Brian Corteville, cônsul dos EUA no Rio, responsável no país pelas adoções. Segundo ele, no ano passado, apenas 23 crianças brasileiras foram adotadas por norte-americanos. “Com o cadastramento das instituições americanas pela Acaf, a partir do ano que vem haverá um aumento significativo dessas adoções”, avalia ele, que se reuniu ontem com representantes da Cejas do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A legislação brasileira estabelece, que, caso nenhum casal brasileiro se interesse, a criança passa a integrar a lista para a adoção internacional. “Há grande demanda nos Estados Unidos pela adoção. Essas crianças brasileiras que estão na lista, em geral, têm mais de cinco anos e características pouco solicitadas por potenciais pais adotivos: podem estar em grupos de irmãos e ter algum tipo de deficiência física”, assinala Brian Corteville.
Após o credenciamento das ongs norte-americanas, elas manterão o contato diretamente com as Cejas, numa tentativa de fazer a ponte entre os interessados na adoção e as crianças sob a proteção do Poder Judiciário. “Além de tentar casar as famílias com os órfãos, essas ongs farão um acompanhamento de sua adaptação na sua nova casa, mantendo as autoridades brasileiras informadas”, explica Corteville. Logo depois de adotadas, essas crianças recebem, do Consulado do Rio, a autorização para a imigração e assim que chegam aos Estados Unidos já se tornam cidadãos americanos.

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